Governo argentino pede derrubada da suspensão da reforma trabalhista

Foto: 1 de 1 O presidente da Argentina, Javier Milei, discursa durante a sessão

O presidente da Argentina, Javier Milei, apresentou recurso à Suprema Corte para suspender a decisão que bloqueou os principais artigos da reforma trabalhista aprovada no fim de fevereiro. A medida foi tomada após a Justiça argentina suspender 82 de mais de 200 artigos da reforma.

A reforma trabalhista previa mudanças nas regras de trabalho e nos direitos dos trabalhadores no país. Alguns dos principais pontos atualmente suspensos incluem ampliação da jornada de trabalho para até 12 horas diárias, redução do valor das indenizações por demissão e restrições ao direito de greve.

A reforma foi aprovada pelo Senado argentino em 27 de fevereiro, após uma sessão marcada por tensão, protestos nas ruas e divergências entre parlamentares. O texto avançou como uma das principais apostas do governo para flexibilizar o mercado de trabalho.

O presidente da Argentina, Javier Milei, discursa durante a sessão de abertura da 144ª legislatura do Congresso Nacional — Foto: Agustin Marcarian/REUTERS

A decisão do juiz do trabalho Raúl Horacio Ojeda de suspender os artigos atendeu a um pedido da Confederação Geral do Trabalho (CGT).
Reportagem em atualização

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