O governo brasileiro, por meio do ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que na próxima semana será retirada a subvenção de R$ 0,44 por litro aplicada para controlar o preço da gasolina. A decisão ocorre em um contexto onde os preços internacionais do petróleo estão se estabilizando após a escalada de tensões no Oriente Médio, especialmente em decorrência da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Durigan destacou que a equipe econômica está monitorando de perto a evolução dos preços do petróleo e dos combustíveis no mercado interno. O ministro ressaltou que, embora a situação ainda traga incertezas, a diminuição das tensões no Oriente Médio, com um acordo parcial de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, permitiu a redução da necessidade de medidas emergenciais. O barril do petróleo tipo Brent, por exemplo, voltou a ser negociado em torno de US$ 70, nível semelhante ao registrado antes do conflito.
A retirada da subvenção da gasolina é parte de um movimento mais amplo que começou com o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, efetivado na terça-feira (30). Essa ação é uma resposta do governo às flutuações do mercado e busca equilibrar as contas públicas, uma vez que a manutenção dos subsídios representa um custo significativo.
Durigan afirmou que, apesar da retirada dos subsídios, ainda permanece em vigor uma subvenção destinada ao diesel, que está fixada em R$ 1,12 por litro. O ministro enfatizou que a ação é necessária para garantir a saúde fiscal do país, enquanto o cenário internacional apresenta uma melhora em relação aos preços do petróleo.
Além disso, o governo brasileiro se comprometeu a continuar acompanhando a situação dos preços, de forma a decidir sobre a retirada de outros incentivos que ainda possam estar em vigor. A expectativa é que essa abordagem gradual ajude a evitar um choque brusco nos preços dos combustíveis e mantenha a estabilidade econômica.