Ministro da Educação anuncia nova medida para aumentar salário dos docentes em ano eleitoral
O governo Lula está sob pressão para revisar o reajuste salarial dos professores, que estava previsto para ser apenas 0,37%, um dos menores já registrados no Brasil. O ministro Camilo Santana anunciou que uma nova medida provisória será apresentada para aumentar esse valor.
O governo federal brasileiro, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta um momento crucial em relação à valorização dos professores. O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou que uma nova medida provisória será editada para corrigir o reajuste salarial previsto para 2026, que era de apenas 0,37%. Essa taxa, considerada uma das menores já registradas, não apenas ignora a inflação como também gera insatisfação entre a classe docente.
A crise do reajuste salarial
A situação atual é resultado de uma legislação que determina que o reajuste do piso salarial dos professores deve acompanhar o crescimento do valor investido por aluno no Fundeb, o principal fundo de custeio da educação no Brasil. Em 2025, o aumento do piso foi de cerca de 6%, mas em 2024, a valorização foi apenas de 3%, refletindo uma tendência preocupante de desvalorização da categoria. O cálculo do aumento de 0,37% foi baseado em uma portaria do MEC que atualizou os valores mínimos investidos por aluno, mas essa atualização não é suficiente para atender às necessidades dos educadores.
Santana se reunirá com o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir uma solução que possa aumentar esse percentual. “Não podemos admitir dar só 0,37% de aumento. Queremos avisar a todos os professores desse País que o presidente Lula fará um anúncio sobre mudanças nesse cálculo”, afirmou Santana, sublinhando a importância da valorização dos profissionais da educação.
Repercussão e pressão política
A pressão por uma revisão desse reajuste tem se intensificado, especialmente em um ano eleitoral. A Frente Parlamentar Mista de Educação já havia se manifestado contra o reajuste de 0,37%, destacando que um aumento tão ínfimo não é aceitável para uma categoria essencial ao futuro do Brasil. Além disso, muitos especialistas criticam o mecanismo atual de reajuste, que é visto como inadequado para garantir a valorização profissional dos docentes.
Entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) também se opuseram ao aumento proposto, pedindo uma regra clara que assegure a valorização dos professores sem depender de improvisos. A falta de consenso sobre o novo modelo de reajuste, que poderia incluir a atrelagem ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), representa um desafio para o governo, especialmente considerando a necessidade de atender às demandas da classe docente.
Por outro lado, há estados que já manifestaram intenção de recorrer à Justiça caso o MEC decida, por meio de medida provisória, aumentar o salário dos professores de forma que extrapole o que está previsto em lei. Isso levanta questões significativas sobre as contas estaduais e municipais, que são responsáveis pelo pagamento dos salários dos docentes.
Com o cenário atual, a expectativa é que o anúncio sobre o novo percentual de reajuste seja feito até o dia 15 deste mês, podendo impactar diretamente a relação do governo com a categoria e a sociedade em geral. A valorização dos professores é um tema que não pode ser ignorado, e a resposta do governo será crucial para determinar os próximos passos na educação brasileira.
Fonte: www.moneytimes.com.br
