Governo Trump apresenta site com versão revisada da invasão ao Capitólio

Brent Stirton/Getty Images

Iniciativa busca reformular a narrativa dos eventos de 6 de janeiro de 2021

O governo Trump lançou um site que reinterpreta os eventos da invasão ao Capitólio, classificando-os como um protesto pacífico e atacando as investigações subsequentes.

No dia 6 de janeiro de 2021, o Capitólio dos Estados Unidos foi palco de uma invasão histórica por parte de apoiadores do então presidente Donald Trump. Em um movimento que ainda ressoa fortemente na política americana, Trump lançou recentemente um site oficial que apresenta uma versão revisionista desses acontecimentos, buscando reformular a narrativa em torno da invasão.

A nova narrativa do governo Trump

O site, hospedado em canais vinculados à Casa Branca, descreve os eventos de 6 de janeiro como um “protesto pacífico” que foi desvirtuado por falhas de segurança atribuídas a Nancy Pelosi, então presidente da Câmara dos Representantes. Desde a abertura, a plataforma caracteriza a data como “marcada na infâmia” e defende que os envolvidos foram “injustamente perseguidos” por um sistema de Justiça que, segundo o governo, foi instrumentalizado sob a administração Biden.

A narrativa do site sugere que muitos dos que invadiram o Capitólio eram apenas manifestantes pacíficos, mal interpretados como insurgentes. O discurso de Trump, proferido no Ellipse antes da invasão, é descrito como um apelo para uma marcha pacífica até o Capitólio, e o site argumenta que o caos ocorreu devido a falhas na segurança.

Críticas às investigações e à atuação do sistema de Justiça

O conteúdo do site ataca diretamente o Comitê Seleto da Câmara que investigou os eventos, acusando-o de gastar quase 20 milhões de dólares para construir uma narrativa de “insurreição”. Em contraste, a plataforma destaca um relatório de uma subcomissão republicana que aponta falhas de segurança e isenta Trump de qualquer responsabilidade em relação à incitação à violência.

Além disso, o site critica a atuação do FBI e de outras agências federais, alegando que havia informantes infiltrados entre os manifestantes e que não houve preparação adequada para o dia fatídico. O governo Trump também menciona que, logo no início de seu novo mandato, mais de 1.600 indultos e comutações de pena foram concedidos a réus ligados ao caso, considerados por eles como uma correção de injustiças.

O site ainda enfatiza a morte de Ashli Babbitt, uma das manifestantes que morreu durante a invasão, apresentando-a como uma vítima de um sistema que falhou em proteger seus direitos. Nesse contexto, a narrativa do governo busca não apenas defender os envolvidos, mas também atacar a legitimidade das investigações e as ações de figuras políticas como Nancy Pelosi e do Departamento de Justiça. Essa iniciativa reflete um esforço contínuo para moldar a percepção pública sobre um dos eventos mais controversos da história recente dos Estados Unidos.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Brent Stirton/Getty Images

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