Empresa do Grupo Pão de Açúcar renova conselho de administração e mantém controle acionário diante de disputas internas
GPA anuncia mudanças no conselho e rejeita convocação de assembleia geral solicitada por acionistas minoritários.
Alterações no conselho do GPA refletem movimentações estratégicas do grupo
O GPA anuncia mudanças no alto escalão com a eleição interina de Carlos Augusto Reis de Athayde Fernandes e Eleazar de Carvalho Filho como membros do conselho de administração. Esta decisão, divulgada em 14 de junho de 2024, representa uma ação estratégica da companhia para fortalecer sua governança em meio a movimentações internas significativas. Fernandes tem ligação com Silvio Tini, investidor que ampliou posição para 10% do capital ao final de 2025, enquanto Carvalho Filho é próximo do grupo francês Casino, ex-controlador do GPA.
Disputa societária e controle acionário dominado pela família Coelho Diniz
A reorganização societária do GPA tem sido marcada pela intensificação da participação da família Coelho Diniz, que, em agosto do ano anterior, aumentou sua fatia para 24,6%, tornando-se o maior bloco acionário do grupo, acima da Segisor, que detém pouco mais de 20%. Esta mudança de controle é emblemática diante da influência histórica do Casino, proprietária da Segisor, e reflete um reposicionamento estratégico relevante para o futuro da empresa.
Rejeição ao pedido de assembleia geral reforça estabilidade da gestão atual
Em comunicado separado, o GPA rejeitou o pedido de convocação de assembleia geral extraordinária solicitado por acionistas Rafael Ferri e Hugo Shoiti Fujisawa em 6 de janeiro de 2026. A empresa justificou que os solicitantes detêm apenas 2,78% do capital, abaixo do mínimo de 3% exigido para legitimar tal demanda. Além disso, a eleição dos novos conselheiros supriu as vagas abertas, eliminando a justificativa para o chamado da assembleia.
Implicações das mudanças para o mercado e para os investidores
Essas movimentações no conselho e o fortalecimento da participação da família Coelho Diniz indicam uma maior estabilidade na governança do GPA, fator que pode influenciar positivamente as decisões estratégicas e a percepção dos investidores. O alinhamento com grandes investidores e a rejeição às demandas minoritárias sinalizam uma consolidação do poder decisório no grupo.
Contexto histórico e futuro das decisões no GPA
O GPA, um dos maiores grupos varejistas do Brasil, enfrenta um cenário dinâmico de governança desde a reorganização societária de 2015 que envolveu o Casino. As recentes mudanças e disputas refletem a contínua adaptação da companhia às demandas do mercado e o equilíbrio entre diferentes blocos acionários. A ratificação das decisões em assembleia futura é aguardada para confirmar o novo formato do conselho.
Fonte: www.moneytimes.com.br
Fonte: gpa fundo imobiliário FII
