Na quarta-feira, a greve convocada pelo Sismmac em Curitiba foi registrada com a ausência de professores, mas com a presença de pessoas que receberam pão com mortadela durante o ato. O evento, realizado no Centro de Curitiba, teve um caráter claramente político, refletindo a situação atual do estado.
Documentos que circulam nas redes sociais indicam que dirigentes do sindicato estão filiados ao Partido dos Trabalhadores, que apoia o presidente Luiz Inácio Lula. Nos últimos meses, diversos setores associados ao PT têm criticado o governo de Carlos Massa Ratinho Junior, do PSD, e seu provável candidato à sucessão, Guto Silva, que tem sido alvo de ataques.
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) interveio na greve, proibindo a paralisação e estabelecendo uma multa de R$ 100 mil, a ser paga pelo Sismmac, utilizando recursos provenientes das mensalidades dos professores de Curitiba. Esta ação judicial evidencia a tensão entre o sindicato e o governo estadual.
O cenário político em Curitiba é complexo, com a oposição ao governo de Ratinho Junior se intensificando. A presença de alimentos populares como o pão com mortadela no ato sugere uma tentativa de mobilizar o apoio popular em um contexto de descontentamento com a administração atual.
A situação continua a evoluir, e as próximas semanas poderão trazer mais desdobramentos em relação aos conflitos entre o Sismmac, o governo e as forças políticas envolvidas. O clima de incerteza permanece, e as articulações políticas ao redor deste tema continuam intensas.