Greve de quase 60 dias na USP é encerrada após votação dos alunos

Os alunos da Universidade de São Paulo (USP) decidiram encerrar a greve que se estendeu por quase 60 dias, em assembleia realizada na noite de segunda-feira (8). A votação, conduzida pelo DCE (Diretório Central dos Estudantes), resultou em 323 votos pelo fim da paralisação, enquanto 255 estudantes optaram por continuar as reivindicações. Ao menos sete alunos se abstiveram de votar.

A partir da decisão tomada na assembleia, cada curso terá a liberdade de decidir, de forma independente, se deseja manter a greve em suas respectivas faculdades. A paralisação, que começou no dia 14 de abril, afetou mais de 100 cursos em toda a universidade. A reitoria da USP não se manifestou sobre a votação até o momento, e o espaço permanece aberto para um posicionamento.

Durante o período de greve, houve três rodadas de negociação entre os representantes estudantis e a reitoria, totalizando 20 horas de diálogo. Contudo, a reitoria afirmou que considerava encerradas as negociações, em virtude das divergências nas pautas abordadas. “A Reitoria da USP dialogou com a representação estudantil nos últimos dias em três reuniões e considera encerrada a negociação das pautas estudantis”, foi o que informou a universidade em um comunicado.

Em meio à greve, estudantes ocuparam a reitoria da USP após derrubarem um portão no início de maio. Eles exigiam a reabertura das negociações com o reitor Aluísio Segurado. No entanto, a situação se intensificou quando a Tropa de Choque da PM cercou o prédio, realizando a desocupação enquanto os alunos dormiam. A reitoria lamentou a invasão do prédio e descreveu o ato como uma “escalada de violência com danos ao patrimônio público”.

Com o término da greve, os alunos aguardam agora um retorno da reitoria para tratar das pautas que não foram resolvidas durante a paralisação. O impacto da greve e das ocupações na rotina acadêmica e institucional da USP ainda será avaliado nos próximos dias.

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