Reza Ciro Pahlavi pede mobilização em meio a protestos intensos
Reza Ciro Pahlavi convoca greve geral no Irã em meio a protestos.
Greve geral no Irã
Reza Ciro Pahlavi, príncipe herdeiro do último monarca do Irã, convocou uma greve geral no país no dia 10 de janeiro de 2026, em resposta à crescente crise e aos intensos protestos que têm se espalhado por diversas cidades. Apesar de estar exilado nos Estados Unidos, Pahlavi fez um apelo para que os manifestantes continuem suas mobilizações, visando pressionar o governo da República Islâmica a mudar suas práticas repressivas.
Contexto dos protestos
Os protestos no Irã começaram em 28 de dezembro e rapidamente se espalharam, refletindo o descontentamento popular com a grave situação econômica. A população enfrenta uma desvalorização da moeda e um aumento no custo de vida. O apelo de Pahlavi se alinha a um histórico de oposição ao regime, que está no poder desde 1979, quando seu pai, o último Xá, foi deposto após revoltas populares.
Reações do governo iraniano
As autoridades iranianas acusam os protestos de serem financiados por países estrangeiros, especialmente os EUA, como parte de uma estratégia para desestabilizar o país. Em resposta, as forças de segurança foram mobilizadas para reprimir os manifestantes. Desde o início das manifestações, 42 pessoas perderam a vida, sendo 34 delas civis e 8 integrantes do aparato estatal, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA).
A posição de Ali Khamenei
Apesar da pressão e da violência contra os manifestantes, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, declarou que não recuará diante das demandas. As manifestações têm sido tratadas com severidade, e a repressão se intensificou nas últimas semanas, levando a um clima de tensão em todo o país.
O futuro da oposição
Ciro Reza Pahlavi, que se considera o legítimo herdeiro do trono iraniano, tem se posicionado como uma figura de oposição no exterior. Seu objetivo é restabelecer um novo governo no Irã, livre do regime teocrático que tem dominado o país por mais de quarenta anos. A atual mobilização, segundo ele, é uma oportunidade para que os iranianos se unam e pressionem por mudanças significativas.
Conclusão
A convocação de greve geral por Pahlavi pode ser vista como um ponto crucial nas atuais mobilizações no Irã. O futuro político do país permanece incerto, mas o desejo por uma mudança clara é palpável entre a população, que continua a se manifestar apesar do risco e da repressão. As próximas semanas serão decisivas para determinar o rumo dos protestos e a resposta do governo iraniano.
Fonte: www.metropoles.com
