Primeiro-ministro da Groenlândia alerta sobre riscos e reforça soberania enquanto tensão cresce no Ártico
Groenlândia não descarta intervenção militar dos EUA e orienta população a estar preparada diante do aumento das tensões no Ártico.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, declarou em 20 de janeiro que a possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos no território, embora improvável, não pode ser descartada. Em um momento de crescente tensão no Ártico, Nielsen pediu à população local, de cerca de 50 mil pessoas, que esteja preparada para todas as eventualidades relacionadas à segurança da região.
Tensão crescente no Ártico e postura da Groenlândia
Nielsen destacou que a Groenlândia é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e que eventos de escalada militar na região terão repercussões globais. Ele ressaltou a importância da soberania da ilha, afirmando categoricamente que a posse da Groenlândia não está em discussão, mesmo diante do aumento da presença militar aliada e das tensões entre potências estratégicas no Ártico.
Estados Unidos e a retórica de Donald Trump
Nos últimos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou sua retórica sobre a possibilidade de anexar a Groenlândia, citando preocupações de segurança relacionadas à influência russa e chinesa na região ártica. Apesar de não descartar a opção de usar força militar, Trump ainda não passou ordens para o planejamento de uma invasão, segundo fontes do Departamento de Defesa dos EUA que falaram sob condição de anonimato.
Presença militar americana histórica e atual
Desde a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos mantêm presença militar na Groenlândia, operando bases como a de Pituffik, que podem ser reativadas conforme tratados estabelecidos com a Dinamarca. Nos últimos tempos, a chegada de pequenos grupos militares europeus à ilha para reforçar a segurança despertou a reação norte-americana, incluindo a imposição de tarifas de 10% a esses países por parte do governo Trump.
Reações e impactos geopolíticos
A situação tem causado desconforto entre líderes europeus, especialmente após Trump divulgar conversas privadas com autoridades do continente. A crescente militarização do Ártico e as disputas por influência na região refletem a importância estratégica da Groenlândia, que, além de sua localização geopolítica, possui recursos naturais e rotas marítimas de interesse global.
A Groenlândia segue atenta e reforçando sua posição de soberania, enquanto a população é orientada a se preparar para possíveis cenários envolvendo a intervenção militar dos EUA ou outras tensões na região ártica.
Fonte: www.moneytimes.com.br
Fonte: Trump Ucrânia
