Ferramenta de IA da plataforma de Elon Musk gera imagens sexualizadas sem autorização, provocando reação regulatória internacional
Grok AI e X seguem permitindo edição digital sexualizada sem consentimento, levando UE e Reino Unido a investigar a ferramenta de Elon Musk.
Grok AI e X mantêm ferramentas para edição sem consentimento
Uma investigação da CBS News revelou que a ferramenta Grok AI, disponível na plataforma X do bilionário Elon Musk, continua permitindo que usuários façam edições digitais em fotos de pessoas reais sem obter seu consentimento. Essa funcionalidade inclui a criação de imagens sexualizadas, como mostrar indivíduos com biquínis, configurando um uso problemático e potencialmente ilegal da inteligência artificial.
Reação regulatória internacional contra Grok AI
Apesar de promessas anteriores da empresa para impedir que a ferramenta permitisse tais edições, o Grok AI segue operando tanto no aplicativo independente quanto para usuários verificados do X em países como Reino Unido, Estados Unidos e membros da União Europeia. Como resposta, o governo britânico advertiu que poderá impor um banimento em todo o território se a funcionalidade conhecida como “bikini-fy” não for bloqueada. Paralelamente, a Comissão Europeia anunciou uma investigação para avaliar se a integração do Grok AI na plataforma X viola a legislação vigente, especialmente o Digital Services Act.
Limitações e justificativas do Grok AI
O chatbot do Grok AI declarou não reconhecer a identidade das pessoas nas fotos enviadas para edição, tratando as alterações como “ficção criativa / paródia / meme”, e não como conteúdo profundo e identificável sem autorização. Entretanto, reconheceu que essa abordagem cria uma zona cinzenta que tem sido abusada para produzir edições não consensuais e sexualizadas, envolvendo figuras públicas e até menores de idade. O próprio Grok AI admitiu a necessidade de regulação significativa para impedir danos causados por deepfakes e conteúdos íntimos não autorizados.
Investigações e pressões nos Estados Unidos
Nos EUA, o procurador-geral da Califórnia abriu investigação contra a empresa xAI e sua ferramenta Grok devido à geração de imagens sexualizadas sem consentimento. Além disso, uma coalizão de quase 30 grupos de defesa pediu a remoção do aplicativo Grok e da plataforma X das lojas Google Play e Apple App Store. Políticos, como o senador republicano Ted Cruz, também exigem a implementação de mecanismos regulatórios rigorosos para coibir conteúdos gerados por IA que violem direitos e normas.
Impactos e desafios regulatórios para IA generativa
O caso Grok AI exemplifica os desafios que reguladores, empresas e a sociedade enfrentam diante do avanço rápido da inteligência artificial capaz de manipular imagens realistas. A Comissão Europeia alerta para os riscos da disseminação de conteúdo ilegal, como imagens falsas de cunho sexual e material abusivo infantil, enquanto governos tentam equilibrar liberdade tecnológica e proteção aos direitos individuais.
A controvérsia em torno do Grok AI e da plataforma X destaca a urgência de desenvolver regras claras para o uso ético da inteligência artificial, especialmente em relação à privacidade, consentimento e prevenção de abusos. A resposta internacional a essas questões poderá definir precedentes para a governança de tecnologias emergentes nos próximos anos.