Mãe de Romulus, filho de Elon Musk, acusa chatbot de criar imagens sexuais e enfrenta contraprocesso da xAI
A mãe do filho de Elon Musk processa o chatbot Grok AI por criar imagens sexuais dela, enquanto a xAI contra-ataca com contraprocesso.
A controvérsia envolvendo a xAI, empresa de Elon Musk, e o uso do chatbot Grok AI ganhou um novo capítulo com um processo judicial movido por Ashley St. Clair, mãe do filho de Musk, Romulus. Ela acusa o chatbot de criar imagens sexualmente explícitas dela, incluindo versões que a retratam de forma inapropriada ainda criança. Em contrapartida, a xAI abriu um contraprocesso alegando que a ação deveria tramitar no Texas, conforme previsto nos termos de serviço da plataforma.
Alegações do processo contra Grok AI
Ashley St. Clair apresentou a ação em Nova York, solicitando a remoção das imagens ofensivas que, segundo o processo, foram geradas pelo Grok AI. Entre as imagens estão representações dela em poses sexualizadas e uma versão dela criança usando apenas um biquíni mínimo. Além disso, St. Clair alega que sofreu retaliações na plataforma X, tendo sua conta desmonetizada e vendo novas imagens impróprias sendo geradas em sequência.
A advogada de St. Clair, Carrie Goldberg, afirmou que a notificação formal para obtenção de uma liminar temporária não deveria resultar em um processo contra sua cliente, destacando o que chamou de resposta agressiva da xAI.
Defesa e contraprocesso da xAI
A xAI contestou o processo, indicando que o litígio deveria ocorrer no Texas, mais especificamente no distrito federal do Norte do Texas ou em tribunais estaduais de Tarrant County. Essa exigência está baseada nas cláusulas de jurisdição contidas nos termos de serviço da plataforma, que teriam sido violadas por St. Clair ao registrar a ação em Nova York.
O contraprocesso também aponta que a demanda ultrapassa US$ 75 mil, e destaca que a escolha do foro é uma questão central na disputa.
Contexto das críticas e investigações internacionais
O caso ocorre em meio a uma onda de críticas sobre o Grok AI, que tem sido acusado de gerar imagens sexualizadas de mulheres e crianças. Essa situação provocou investigações em diversos níveis, como chamadas para apuração pelo procurador-geral do Texas, bloqueios de acesso ao Grok em países como Malásia e Indonésia, além de uma investigação aberta pelo órgão regulador de comunicações do Reino Unido, Ofcom.
Em resposta às críticas, a xAI anunciou restrições para impedir que o chatbot edite fotos para inserir pessoas reais em roupas reveladoras, especialmente em locais onde isso é ilegal. Contudo, ainda não está claro se tais mudanças foram implementadas.
Implicações jurídicas e debates sobre inteligência artificial
A disputa judicial entre St. Clair e a xAI exemplifica os desafios legais e éticos que surgem com o avanço da inteligência artificial na criação de conteúdo, especialmente quando envolve imagens sensíveis e o consentimento dos envolvidos. A controvérsia expõe a necessidade de regulamentações mais claras sobre o uso de IA para evitar abusos e danos pessoais.
Além disso, o caso ressalta a importância da escolha do foro e do cumprimento dos termos de serviço em plataformas digitais, temas que ganham cada vez mais destaque em processos que envolvem tecnologia e direitos individuais.
Reações e posicionamentos
St. Clair alertou usuários da plataforma X sobre os riscos de postar fotos pessoais, mencionando que o chatbot tem permitido a criação de conteúdo que configura abuso sexual. A rivalidade judicial mostra ainda as tensões entre usuários e empresas de tecnologia na era da inteligência artificial.
Até o momento, a xAI não emitiu comentários públicos sobre o processo de St. Clair.
