Grupo GPS volta às compras e pretende agregar até R$ 2,5 bi de receita a partir de M&As

Brazil Economy

Grupo se prepara para novas aquisições e busca expandir sua atuação no mercado de facilities.

Grupo GPS retoma estratégia de aquisições e prevê agregar até R$ 2,5 bilhões em receita a partir de 2026.

O Grupo GPS, conhecido por sua atuação no setor de facilities, está se preparando para um novo ciclo de aquisições após um período de integração das empresas adquiridas. A companhia, que completou a maior aquisição de sua história ao comprar a GRSA, está focada em expandir sua receita, que em 2025 foi de R$ 14,8 bilhões, com previsões otimistas para o futuro.

Contexto da Expansão do Grupo GPS

Nos últimos dois anos, o Grupo GPS adotou uma estratégia de crescimento que combina aquisições e expansão orgânica. Desde seu IPO em 2021, a empresa já compreendeu 26 negócios, com a compra da GRSA destacando-se como um divisor de águas, agregando R$ 3,3 bilhões em receita. O foco agora é agregar entre R$ 1,5 bilhões e R$ 2,5 bilhões em novas receitas por meio de M&As. Para isso, a empresa busca pequenas e médias empresas que possam complementar sua atuação e oferecer serviços que atendam sua vasta base de clientes.

A diretora de Governança e Relações com Investidores, Marita Bernhoeft, afirmou que a companhia mantém dois modelos de crescimento: o orgânico, através da aquisição de novos clientes, e o inorgânico, por meio de fusões e aquisições. Este modelo é fundamental para a robustez da empresa, que conta com mais de 190 mil colaboradores e atende grandes clientes, como a Petrobras.

Detalhes das Novas Aquisições

Em 2026, o Grupo GPS pretende intensificar suas aquisições, focando em empresas que possam trazer sinergias e agregar valor à sua operação atual. Os critérios para escolha das empresas incluem alta intensidade de trabalho e a geração de receita recorrente, características que se alinham com a filosofia de negócios do grupo. Além disso, as empresas adquiridas devem ter um valor qualitativo que as torne atrativas para a base de clientes existente.

O grupo também observa a importância de um gerenciamento eficaz após a aquisição. Cada nova empresa traz consigo uma cultura e processos que precisam ser integrados, e para garantir uma transição suave, o GPS implementou medidas de eficiência operacional que envolvem a centralização de funções como RH e financeiro, além da reavaliação de fornecedores.

Impactos Futuros e Desafios

A expectativa é que, ao agregar novas empresas, o Grupo GPS não apenas amplie sua receita, mas também fortaleça sua posição competitiva no mercado. Contudo, a empresa enfrenta desafios, como a reforma tributária em andamento, que poderá impactar contratos e a estrutura de custos. Esses fatores exigem uma atenção especial na renegociação de contratos e na adequação das operações à nova realidade fiscal.

A análise do Itaú BBA ressalta que a gestão do Grupo GPS, ao focar em líderes-chave e uma estrutura decisória enxuta, tem se mostrado uma vantagem competitiva. A empresa busca manter a liderança próxima das operações, o que é vital em um setor que depende fortemente da força de trabalho e da eficiência operacional. À medida que se aproxima de novas aquisições, o Grupo GPS parece estar bem posicionado para continuar sua trajetória de crescimento e inovação no mercado.

Fonte: brazileconomy.com.br

Fonte: Brazil Economy

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