Ministro da Fazenda se mostra seguro sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master e destaca as medidas adotadas
Ministro Fernando Haddad destaca segurança sobre ações no caso Master, considerado uma grande fraude bancária.
Caso Master: A maior fraude bancária da história
O caso Master, abordado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi classificado como possivelmente “a maior fraude bancária da história” do Brasil. Em declarações feitas no dia 13 de janeiro de 2026, Haddad expressou estar “absolutamente seguro” em relação à liquidação extrajudicial do Banco Master, um evento significativo que levantou preocupações sobre a segurança do sistema financeiro nacional.
A atuação do Banco Central
Haddad destacou a colaboração entre o Banco Central e o Ministério da Fazenda, mencionando o trabalho conjunto realizado por Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. O ministro afirmou que conversas com o procurador-geral da República foram fundamentais para a decisão de liquidação do banco, que ocorreu em 18 de novembro do ano passado. Essa ação foi motivada pela descoberta de um suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos, envolvendo várias instituições financeiras, incluindo o Banco de Brasília (BRB).
O Banco Central, ao tomar essa decisão, visava não apenas proteger os clientes do Banco Master, mas também salvaguardar a estabilidade do sistema financeiro como um todo. O ministro enfatizou a necessidade de cautela e formalidades em tais situações, garantindo que todos os direitos de defesa fossem respeitados. “Temos de tomar todas as cautelas devidas”, disse ele.
Inspeção do TCU e a repercussão do caso
A liquidação do Banco Master agora está sob a supervisão do Tribunal de Contas da União (TCU). O tribunal decidiu realizar uma inspeção no caso após a repercussão pública significativa. No entanto, a análise programada para ser submetida ao Plenário do TCU foi temporariamente suspensa. O presidente do TCU, Vital do Rêgo, decidiu agir rapidamente para restaurar a ordem em meio ao recesso, buscando apaziguar os ânimos entre os diversos órgãos envolvidos.
Haddad também mencionou que o Banco Central havia apresentado um recurso na forma de embargos de declaração, mas que posteriormente decidiu retirar esse recurso, o que gerou novas discussões sobre a transparência e a condução do caso.
Consequências para o proprietário do banco
Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, enfrentou sérias consequências legais, tendo sido preso por dez dias em relação ao caso. A gravidade das acusações e o impacto na confiança do público em instituições financeiras são preocupações centrais que continuam a ser debatidas nas esferas política e econômica.
Considerações Finais
O caso Master não apenas destaca falhas potenciais no sistema bancário, mas também levanta questões sobre a eficácia das medidas de supervisão e regulação financeira no Brasil. Com a atuação do Banco Central sendo rigorosamente analisada, o futuro de muitas instituições financeiras poderá ser afetado dependendo das conclusões que surgirem dessa investigação.
O ministro Haddad reafirmou seu compromisso com a transparência e a responsabilidade, afirmando que o governo tomará as medidas necessárias para proteger os cidadãos e garantir que casos como este não se repitam. A busca por soluções e pela justiça neste caso continua, à medida que os órgãos competentes seguem suas investigações.
Fonte: www.metropoles.com
