Ministro ironiza defesa de Gleisi Hoffmann e reafirma falta de desejo de candidatar-se.
Ministro da Fazenda ironiza elogio de Gleisi Hoffmann sobre sua candidatura e reafirma que não tem interesse em concorrer.
O ambiente político em São Paulo está em ebulição, especialmente com a proximidade das eleições. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ironizou nesta quinta-feira (29 de janeiro) a defesa feita pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que endossou sua candidatura ao governo do estado. “Estou comemorando a Gleisi ter me elogiado”, comentou Haddad ao chegar ao Ministério da Fazenda, demonstrando um tom leve diante da situação.
Contexto Político e Histórico
A relação entre Haddad e Gleisi sempre foi marcada por tensões, principalmente após críticas da ministra sobre a condução da política econômica do ministro. Apesar das divergências, Gleisi, em um café da manhã com jornalistas, destacou que a candidatura de Haddad dependeria de conversas entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa dinâmica é comum em partidos como o PT, onde as decisões costumam ser centralizadas no líder maior, neste caso, Lula.
Haddad, que já ocupou a prefeitura de São Paulo e é uma figura reconhecida no PT, tem resistido a ideias de candidatura, afirmando que uma candidatura forte deve partir da vontade do candidato. Com a manutenção desse discurso, fica claro que ele não vê sua candidatura como uma opção viável neste momento. Em conversas internas, petistas acreditam que o desejo final recairá sobre Lula, que pode influenciar na decisão de Haddad, mesmo que ele se mostre relutante.
Detalhes e Desdobramentos
Haddad também está se preparando para deixar o Ministério da Fazenda em fevereiro, o que pode ser interpretado como um sinal de que ele está se afastando do cargo para se dedicar à campanha de Lula. O ministro já declarou que seu foco será apoiar a reeleição do presidente, e a saída do cargo pode ser vista como um passo necessário para esse objetivo.
Nesse contexto, surgem rumores sobre quem poderia assumir a Fazenda após a saída de Haddad. O secretário-executivo Dario Durigan é um dos nomes cotados para ocupar a função, enquanto o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, deve assumir a secretaria executiva. Essas movimentações refletem a constante adaptação e reorganização dentro do governo, especialmente em um ano eleitoral.
Análise do Futuro Político
A pergunta que paira no ar é: o que isso significa para o cenário eleitoral em São Paulo e para as próximas eleições presidenciais? Ao se distanciar da candidatura, Haddad pode estar sinalizando a seus apoiadores que sua prioridade é a estabilidade do governo Lula, em vez de buscar uma posição política que poderia dividir sua atenção. Essa decisão pode repercutir nas próximas movimentações do PT, especialmente considerando a necessidade de fortalecer a base do partido em um ano desafiador.
Conclusão
A ironia nas declarações de Haddad sobre o elogio de Gleisi Hoffmann é uma clara tentativa de desviar a pressão acerca de sua candidatura, ao mesmo tempo em que mantém a porta aberta para futuras dialogações políticas. Com a saída iminente do seu cargo, fica a expectativa sobre como o cenário político se desenrolará nos próximos meses e quais serão as soluções do PT para as eleições de 2026.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: m colorida, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista ao Acorda Metrópoles- Metrópoles