Xeique Naim Qassem critica pressão externa e defende resistência contra Israel
Xeique Naim Qassem afirmou que o Hezbollah não se desarmará, desafiando acordos de paz mediado pelos EUA.
Hezbollah não vai se desarmar, afirma xeique Naim Qassem
No dia 28 de novembro de 2025, o chefe do Hezbollah, xeique Naim Qassem, afirmou categoricamente que a organização não irá se desarmar, mesmo diante das pressões externas e da possibilidade de um cessar-fogo com Israel. Esta declaração ocorreu em uma cerimônia em memória ao ex-comandante do grupo, Haytham Ali Tabtabai, que foi assassinado em um ataque aéreo israelense no dia 23 de novembro.
O xeique Qassem destacou que as armas do Hezbollah representam um obstáculo ao que ele chamou de ‘projeto israelense’. Com uma presença militar significativa no sul do Líbano, Israel continua a realizar bombardeios, alegando que suas ações visam alvos do Hezbollah. A tensão entre o Hezbollah e Israel é uma constante na política da região, e as declarações de Qassem refletem a postura do grupo em relação à resistência armada.
Contexto dos acordos de paz mediado pelos EUA
O possível desarmamento do Hezbollah sempre foi um ponto controverso nas negociações de paz. Os acordos, que foram uma tentativa de encerrar um conflito que se arrastava há 14 meses, foram mediado pela administração do então presidente dos EUA, Joe Biden, em novembro de 2024. Desde então, a implementação completa do acordo tem enfrentado diversos obstáculos, incluindo a continuidade dos ataques israelenses.
Esses ataques são justificados pelo governo israelense como uma resposta a ações do Hezbollah. No entanto, a resistência do grupo libanês, que é ativo na política do Líbano desde sua fundação, se mostra um desafio constante para os esforços de paz na região.
A resistência do Hezbollah e suas implicações
A posição do Hezbollah é respaldada por uma narrativa de resistência contra a ocupação. Para o grupo, as armas são uma defesa legítima e necessária frente às ameaças que percebem do estado israelense. Essa visão é compartilhada por muitos de seus apoiadores e é um fator que contribui para a resiliência do grupo em face da pressão internacional.
Durante a cerimônia, Qassem reiterou que as armas do Hezbollah são um símbolo de luta e resistência, desafiando a ideia de que o desarmamento seria uma condição viável para a paz. Isso coloca o Hezbollah em um caminho de confronto não apenas com Israel, mas também com as potências que tentam mediar a paz na região.
Conclusão
As declarações do xeique Naim Qassem indicam que o Hezbollah permanecerá firme em sua posição de não se desarmar, desafiando os esforços de paz mediado pelos EUA. À medida que a situação no Líbano e na região continua a evoluir, as repercussões dessas afirmações poderão ser sentidas em futuras negociações e na dinâmica de poder no Oriente Médio.
Fonte: www.metropoles.com


