Holanda devolve escultura de 3,5 mil anos ao Egito

Reprodução/X

Retorno de artefato saqueado destaca importância cultural.

Holanda devolve ao Egito escultura de 3,5 mil anos saqueada durante a Primavera Árabe.

A Holanda devolveu, no dia 5 de fevereiro de 2026, uma escultura de 3,5 mil anos ao Egito, um gesto que não apenas representa a restituição de um item cultural, mas também destaca a importância de proteger o patrimônio histórico. O artefato, uma cabeça esculpida em pedra, foi ilegalmente adquirido e só foi recuperado após uma investigação policial que começou em 2025. O caso é emblemático, pois a escultura foi provavelmente roubada durante os tumultos da Primavera Árabe, que ocorreram entre 2011 e 2012, quando vários museus e locais arqueológicos no Egito foram alvo de saques.

A história por trás da escultura

O artefato em questão, que teria sido originado de Luxor, é considerado uma importante peça da história egípcia, retratando um alto funcionário do faraó Tutmés 3º, que governou entre 1479 e 1425 a.C. A escultura foi descoberta em uma feira de artes na cidade de Maastricht, na Holanda, onde foi confiscada pelas autoridades após uma denúncia anônima. A galeria Sycomore Ancient Art, que adquiriu o objeto, optou por devolvê-lo voluntariamente após perceber as dúvidas quanto à sua procedência.

A devolução e suas implicações

Durante a cerimônia de devolução, o ministro da Cultura da Holanda, Gouke Moes, enfatizou a responsabilidade de devolver o que não pertence ao país, reafirmando o compromisso da Holanda em reconhecer e respeitar a cultura de outras nações. O embaixador egípcio na Holanda, Emad Hanna, destacou a importância dessa devolução não apenas do ponto de vista cultural, mas também em termos de turismo e economia, pois a presença de artefatos históricos atrai visitantes ao Egito.

O futuro da escultura

Embora ainda não existam planos definidos para a exibição da escultura, a devolução chega em um momento significativo, já que o Egito inaugurou recentemente o Grande Museu Egípcio (GEM), nos arredores do Cairo. Este novo espaço, projetado para abrigar mais de 100 mil artefatos, promete ser um marco na preservação e promoção da cultura egípcia. A escultura devolvida será, sem dúvida, uma adição valiosa ao acervo do museu, que visa celebrar a rica herança do Egito e educar o público sobre sua história milenar.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Reprodução/X

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