Condenação destaca motivo fútil e presença de criança na agressão fatal ocorrida em junho de 2024
Tiago Gomes de Souza foi condenado a 27 anos por matar idoso com voadora em Santos após discussão de trânsito.
Contexto e detalhes da condenação por homicídio em Santos
O homem condenado a 27 anos, Tiago Gomes de Souza, foi sentenciado pelo 4º Tribunal do Júri da Capital na madrugada do dia 14 de janeiro de 2026 pelo assassinato de César Fine Torresi, de 77 anos, ocorrido em junho de 2024 na cidade de Santos, litoral de São Paulo. O crime aconteceu após uma discussão de trânsito, quando o idoso atravessava a rua acompanhado pelo neto, fato que torna o episódio ainda mais grave aos olhos da Justiça. A keyphrase “homem condenado a 27 anos” se aplica diretamente ao contexto do julgamento e da sentença proferida contra Tiago Gomes.
Dinâmica do crime e fatores que agravaram a pena
Segundo os autos, Tiago Gomes avançou com o veículo sobre o idoso e seu neto, momento em que desceu do carro e desferiu um chute – conhecido popularmente como “voadora” – no peito de César Fine Torresi. O impacto fez com que a vítima caísse e batesse a cabeça no chão, o que resultou em sua morte algumas horas depois, apesar do socorro recebido. O Conselho de Sentença destacou o motivo fútil e o uso de recurso que impediu a defesa da vítima como agravantes, além do fato do crime ter ocorrido na presença de uma criança, o neto da vítima, o que elevou a culpabilidade do réu.
Análise judicial da conduta e punição do acusado
A juíza Patrícia Álvares Cruz ressaltou em sua decisão a insensibilidade do acusado, qualificando o ato como uma demonstração de indiferença aos princípios morais e regras sociais básicas. O fato de matar alguém na presença de uma criança foi citado como um fator que evidencia a maior reprovabilidade da conduta de Tiago Gomes. A sentença prevê regime inicial fechado e a proibição de recorrer em liberdade. A defesa, entretanto, apresentou recurso alegando que a condenação contrariou as provas do processo.
Impactos sociais e jurídicos do caso para a região
Este caso de violência extrema em Santos repercute na discussão sobre criminalidade e segurança nas cidades do litoral paulista, especialmente em situações envolvendo idosos e vulneráveis. A condenação severa e a exposição do crime evidenciam a postura rigorosa do sistema judiciário diante de atos cometidos por motivos fúteis e que causam grande comoção social. Além disso, a presença de uma criança no momento do crime reforça a necessidade de proteção especial em ambientes públicos e familiares.
Procedimentos legais e andamento do processo após condenação
Com a transferência do processo da Comarca de Santos para a Capital a pedido da defesa, o julgamento ocorreu no 4º Tribunal do Júri da Capital, onde a decisão foi tomada. Embora o réu tenha sido condenado em regime fechado, o recurso da defesa ainda tramita, podendo modificar aspectos do veredito. Entretanto, a negativa de liberdade provisória indica a gravidade do crime e o entendimento da Justiça sobre o risco do acusado. O acompanhamento deste processo é relevante para observar desdobramentos e possíveis mudanças na jurisprudência sobre crimes contra idosos e em presença de crianças.
Fonte: jovempan.com.br
Fonte: Cesar Finé Torresi
