Imagens capturadas por câmeras de segurança revelaram o momento em que Welligton de Oliveira Santos, de 36 anos, invadiu o condomínio onde reside a nutricionista Jéssica Soares, de 35 anos, com a intenção de estuprá-la. O incidente ocorreu em 23 de maio, na cidade de Barueri, localizada na Grande São Paulo.
Durante a invasão, Welligton conseguiu acessar o local ao se aproveitar de um instante de distração dos funcionários da recepção, além da entrada de um morador. Nas gravações, é possível observar que ele passou por baixo da catraca da portaria enquanto mantinha uma conversa ao telefone, em seguida, caminhou tranquilamente pelo prédio, entrou no elevador e se dirigiu ao apartamento da vítima.
Ao acordar com barulhos na porta de seu quarto, Jéssica encontrou Welligton já dentro de sua residência. O suspeito subiu sobre ela, tentou rasgar suas roupas e a ameaçou de morte. Em meio a essa situação, a nutricionista, que é praticante de jiu-jitsu e muay thai, conseguiu imobilizar o homem utilizando uma técnica de defesa pessoal. A luta entre os dois durou cerca de dez minutos, durante os quais Welligton mencionou que “a fita estava dada”, sugerindo que o crime poderia ter sido premeditado.
Após se desvencilhar do agressor, Jéssica conseguiu sair do apartamento e pediu ajuda nos corredores do condomínio. Outros moradores, ao ouvirem seus gritos, intervieram e conseguiram segurar Welligton até a chegada da Guarda Municipal, que o prendeu em flagrante. A nutricionista, por sua vez, sofreu diversas lesões e foi encaminhada a um pronto-socorro, onde posteriormente passou por exames no Instituto Médico Legal (IML).
O caso foi registrado pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Barueri, sendo classificado como tentativa de estupro, lesão corporal e violação de domicílio. Em audiência de custódia realizada no dia 29 de maio, a Justiça converteu a prisão em flagrante de Welligton em prisão preventiva.
A defesa de Jéssica levantou a suspeita de que o agressor a perseguia antes do ataque, baseando-se em suas declarações durante a luta, onde afirmou que “já estava de olho” nela. Além disso, o conhecimento que Welligton demonstrou sobre o andar onde o apartamento estava localizado reforçou essa teoria. A advogada da vítima também anunciou que medidas judiciais estão sendo tomadas contra o condomínio, uma vez que os funcionários, ao serem acionados durante a ocorrência, alegaram que não interviriam por acreditarem se tratar de uma “briga de casal”.