Entenda os desdobramentos do caso do influenciador e seu parceiro
O influenciador Hytalo Santos e seu marido continuam presos após novo pedido de habeas corpus ser negado.
No último domingo, Hytalo Santos e seu companheiro, Israel Vicente, conhecido como Euro, foram condenados pelo juiz Antônio Rudimacy, da 2ª Vara Mista de Bayeux, por crimes de produção de conteúdo sexual envolvendo adolescentes. O Tribunal de Justiça da Paraíba negou, na manhã da última terça-feira, mais um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa dos réus, mantendo-os em regime fechado no Presídio do Roger, onde estão detidos desde agosto de 2025.
Os desembargadores decidiram por dois votos a um manter a prisão do casal, alegando risco de fuga e a necessidade de garantir a ordem pública. Essa decisão ocorreu logo após a condenação em primeira instância, onde Hytalo recebeu uma pena de 11 anos e 4 meses de prisão, enquanto Euro foi condenado a 8 anos, 10 meses e 20 dias.
É importante destacar que a manutenção da prisão não significa que a pena já está sendo cumprida, pois essa situação só ocorre quando o processo transita em julgado, após esgotamento dos recursos. A defesa já anunciou que irá recorrer da condenação.
O contexto da condenação
A situação de Hytalo Santos e seu parceiro ganhou repercussão nacional após o youtuber Felipe Bressanin Pereira, conhecido como Felca, denunciar, em um vídeo, práticas de exploração de menores envolvendo Hytalo. Desde 15 de agosto de 2025, Hytalo e Euro estão em prisão preventiva, após terem sido inicialmente detidos em São Paulo e posteriormente transferidos para a Paraíba.
As investigações tiveram início em dezembro de 2024, com denúncias direcionadas ao Disque 100. Na época, Hytalo Santos contava com cerca de 17 milhões de seguidores em suas redes sociais, onde compartilhava vídeos de dança e do cotidiano. Ele alegou que sua interação com adolescentes ocorria com o consentimento das mães, e que algumas das jovens envolvidas seriam emancipadas.
Detalhes do processo judicial
Os pedidos anteriores de habeas corpus, feitos em setembro e novembro do ano passado, foram negados pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. Na mais recente decisão, o tribunal considerou que não havia elementos suficientes que justificassem a liberdade imediata dos réus. A discussão sobre a competência da Vara de Bayeux para julgar o caso ficará para o julgamento do mérito.
A primeira audiência de instrução do processo criminal ocorreu em 4 de novembro de 2025, e durante a mesma, foram ouvidas seis testemunhas de defesa e duas de acusação, incluindo a influenciadora Kamylinha, que participou de vídeos produzidos pelo casal. O depoimento de Felca como testemunha de acusação foi realizado em 6 de novembro.
Impactos e repercussões
As consequências desse caso são profundas, tanto para os réus quanto para a sociedade. A condenação de Hytalo Santos e Israel Vicente não apenas reflete a gravidade das acusações, mas também provoca um debate sobre a segurança e proteção de adolescentes no ambiente digital. A decisão do tribunal de manter a prisão se alinha com um esforço maior para assegurar que casos de exploração sexual sejam tratados com a seriedade que merecem, especialmente quando envolvem figuras públicas com grande influência nas redes sociais.
Enquanto a defesa do casal avalia os próximos passos jurídicos, o caso continuará a ser um foco de atenção na mídia e nas redes sociais, levantando questões relevantes sobre responsabilidade e ética no uso da tecnologia para a criação de conteúdo. Esta situação é um lembrete da importância de proteger os direitos e a integridade dos jovens no mundo digital.
Fonte: portalleodias.com