IBGE enfrenta exonerações estratégicas antes do anúncio do PIB 2025

de agente e sede do IBGE

Mudanças no comando da Coordenação de Contas Nacionais geram tensão e questionamentos no instituto

IBGE enfrenta exonerações no setor de Contas Nacionais às vésperas da divulgação do PIB de 2025, gerando instabilidade no órgão.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atravessa uma fase turbulenta com exonerações-chave na Coordenação de Contas Nacionais, área responsável por indicadores econômicos fundamentais, como o Produto Interno Bruto (PIB), dados de renda e investimentos. A saída da coordenadora Rebeca Palis, que esteve no cargo por 11 anos, ocorreu na última segunda-feira (19/1) e foi vista como injustificada por servidores e representantes sindicais.

Entenda o contexto das exonerações no IBGE

Rebeca Palis foi destituída sem uma justificativa pública clara. Em solidariedade, outros três importantes servidores da mesma coordenação também entregaram seus cargos: Cristiano Martins, gerente de Bens e Serviços e vice da Coordenação de Contas, Claudia Dionísio, gerente das Contas Nacionais Trimestrais, e Amanda Tavares, gerente substituta. Embora tenham deixado os cargos de gestão, esses técnicos comprometeram-se a permanecer para auxiliar na transição até a divulgação do próximo PIB Trimestral, prevista para o início de março.

Reação do sindicato e preocupações

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (Assibge) manifestou preocupação com o que classifica como decisões arbitrárias da atual diretoria, presidida pelo economista Márcio Pochmann. Segundo Clician do Couto Oliveira, dirigente da entidade, a exoneração de Rebeca se soma a um histórico recente de desligamentos considerados injustificados, afetando a estabilidade e a expertise do instituto.

Além disso, o sindicato critica a ausência de um plano estruturado para a transição na Coordenação de Contas, alertando que a transferência de responsabilidades deveria ser acompanhada por protocolos que garantam a continuidade dos trabalhos sem prejuízos à qualidade e à confiabilidade dos dados divulgados.

Impactos na divulgação do PIB e indicadores econômicos

A Coordenação de Contas Nacionais do IBGE tem papel central na produção de estatísticas que refletem diretamente o desempenho econômico do país. Alterações abruptas e sem planejamento na equipe gestora podem comprometer a confiança do mercado, dos formuladores de políticas públicas e da sociedade nos resultados divulgados.

Apesar das tensões internas, o IBGE informou que Ricardo Montes de Moraes assumirá a coordenação da área e que existe um cronograma de transição em andamento para assegurar a continuidade dos trabalhos e o cumprimento dos prazos previstos para 2026.

Histórico recente de mudanças na diretoria

No ano anterior, o instituto já havia promovido substituições significativas no Centro de Documentação e Disseminação de Informações (CDDI), trocando profissionais experientes por servidores recém-aprovados em concurso. Essas mudanças também foram alvo de críticas por parte do sindicato, que vê uma tendência de desvalorização do conhecimento acumulado por anos de atuação no órgão.

Reflexos para o futuro do IBGE

A movimentação atual no IBGE levanta questões sobre o equilíbrio entre renovação e preservação da expertise técnica vital para a instituição. A transparência na gestão e a definição clara de planos de transição são apontadas como medidas essenciais para garantir a credibilidade das estatísticas oficiais, especialmente em momentos decisivos como a divulgação do PIB anual.

O cenário no IBGE será acompanhado de perto, dada a importância dos dados produzidos pelo órgão para a formulação de políticas econômicas, sociais e para o planejamento estratégico do país.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: de agente e sede do IBGE

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas: