Ibovespa avança impulsionado por Petrobras e dados de inflação

Mercado reage a alta do petróleo e expectativa de IPCA

O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta, impulsionado pela valorização do petróleo e a expectativa por novos dados de inflação. O dólar teve leve alta, enquanto o mercado observa desdobramentos do Caso Master e dados da produção industrial.

O Ibovespa (IBOV) mostrou-se otimista nesta quinta-feira (8), fechando com alta de 0,59%, alcançando 162.936,48 pontos. Essa valorização foi fortemente influenciada pelo aumento nos preços do petróleo, enquanto o mercado se preparava para novos dados sobre a inflação.

O dólar à vista também teve uma leve variação, encerrando as negociações a R$ 5,3890, uma alta de 0,04%. No cenário local, o Caso Master continua a ser um ponto focal, especialmente após o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, suspender uma inspeção do Banco Central relacionada à liquidação do Banco Master, que será discutida na próxima sessão plenária do TCU marcada para 21 de janeiro.

Os investidores mostraram-se atentos às expectativas de inflação, com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado para mostrar uma aceleração de 0,33% em dezembro, encerrando 2025 em 4,27%. Esse resultado, embora abaixo da meta do Banco Central, está acima do centro da meta de 3%.

Em termos de performance das ações, a Brava Energia (BRAV3) se destacou com um aumento superior a 4%, impulsionada pela alta do petróleo. O contrato futuro do Brent subiu 3,39%, fechando a US$ 61,99 o barril. A Petrobras (PETR4), outro gigante do IBOV, também registrou alta, avançando mais de 1%.

Por outro lado, as ações da Vale (VALE3) caíram mais de 1%, refletindo um desempenho fraco do minério de ferro e limitando os ganhos do índice. A mineradora foi o papel mais negociado na B3, com um volume financeiro acima de R$ 2,15 bilhões.

Na ponta negativa, Porto (PSSA3) enfrentou pressão após o Santander revisar suas estimativas, cortando o preço-alvo de R$ 65 para R$ 61, o que representa um potencial de valorização de 22,9% sobre o fechamento anterior. O banco também reduziu as previsões de lucro líquido para 2026 e 2027, impactado por provisões maiores para crédito e prêmios mais baixos nos seguros.

Em Wall Street, os índices reagiram a novos dados do mercado de trabalho, com um ligeiro aumento de 8.000 pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada em 3 de janeiro, totalizando 208.000. Os economistas esperavam 210.000 pedidos. O déficit comercial dos EUA também apresentou uma contração significativa, reduzindo-se para US$ 29,4 bilhões, o nível mais baixo desde 2009.

Por fim, no cenário internacional, as tensões geopolíticas, especialmente relacionadas à ação militar dos EUA na Venezuela, continuam a gerar preocupações. Os índices europeus encerraram a sessão em direções mistas, enquanto na Ásia, os mercados fecharam em baixa, com o índice Nikkei caindo 1,63%.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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