Mercado brasileiro reage a dados de emprego no Reino Unido, percepção econômica na zona do euro e cenário fiscal no Japão
Ibovespa reage em 20 de janeiro a dados do mercado de trabalho no Reino Unido, índice ZEW da zona do euro e tensões fiscais no Japão.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, iniciou o dia 20 de janeiro de 2025 acompanhando atentamente indicadores internacionais que influenciam o cenário global e, por consequência, o mercado doméstico.
Dados internacionais impactam o mercado
Sem divulgação de dados econômicos relevantes no Brasil nesta terça-feira, o foco recai sobre indicadores-chave no exterior. Na zona do euro, destaca-se a divulgação do índice de Percepção Econômica ZEW, que mede a confiança dos agentes econômicos, um termômetro importante para a avaliação do clima de negócios e expectativas futuras.
No Reino Unido, foi divulgada a taxa de desemprego, indicador essencial para compreender a dinâmica do mercado de trabalho e seu impacto no consumo e crescimento econômico.
Bolsas asiáticas em baixa
Os mercados asiáticos encerraram a sessão majoritariamente no vermelho. O índice Nikkei, do Japão, recuou 1,1%, encerrando em 52.991,10 pontos. A queda foi puxada pela escalada dos rendimentos dos títulos públicos japoneses de longo prazo, que atingiram máximas em vários anos. Este movimento foi impulsionado pelo temor de que uma eleição iminente possa resultar em corte da taxa do imposto sobre o consumo, comprometendo as finanças públicas do país.
Entre as empresas com maiores perdas figuraram a Fuji Electric (-7,4%), Recruit Holdings (-6,3%) e Sumitomo Pharma (-5,5%).
Além disso, o clima de negócios global permanece tenso devido a ameaças geopolíticas recentes, especialmente relacionadas às intenções do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia.
Desempenho corporativo e pesquisas de mercado
No âmbito corporativo, a montadora francesa Renault anunciou crescimento de 3,2% nas vendas globais em 2025, com destaque para mercados internacionais como Coreia do Sul, Marrocos e América Latina, que compensaram a queda nas vendas de vans na Europa.
Paralelamente, a pesquisa de janeiro do Bank of America indicou o maior nível de otimismo entre gestores de fundos globais desde julho de 2021. O índice Bull & Bear atingiu 9,4, representando um cenário de “hiper bull”, com os investidores reduzindo ao mínimo histórico suas reservas em caixa e mantendo baixa proteção contra correções no mercado acionário.
Atualizações no mercado brasileiro
No Brasil, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou a preparação para revisão da Resolução nº 400, que regulamenta os direitos dos passageiros no transporte aéreo. O objetivo é clarificar as regras e combater a judicialização excessiva no setor.
Quanto ao desempenho corporativo brasileiro, a JSL reportou receita bruta de R$ 2,9 bilhões no quarto trimestre de 2025, representando uma queda de 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, entretanto, a receita cresceu 6,1%, totalizando R$ 11,3 bilhões.
Conclusão
O dia 20 de janeiro de 2025, portanto, revela um Ibovespa sensível a múltiplos fatores internacionais, desde dados econômicos e indicadores de confiança até movimentos nas bolsas asiáticas e tensões geopolíticas. Os investidores brasileiros acompanham esses sinais para calibrar suas estratégias diante do cenário global dinâmico e desafiador.
Fonte: www.moneytimes.com.br
