Cogna se destaca com valorização, enquanto C&A enfrenta dificuldades
Ibovespa inicia 2026 com alta de 1,76%, com Cogna liderando ganhos e C&A enfrentando dificuldades.
Ibovespa inicia 2026 com forte alta
O Ibovespa (IBOV) inicia 2026 com alta significativa, acumulando uma valorização de 1,76% e encerrando a última sessão aos 163 mil pontos. Esse crescimento se deu em meio a um cenário de dados econômicos relevantes do ano anterior e novas tensões geopolíticas, especialmente relacionadas aos Estados Unidos.
Dólar e inflação
O dólar à vista (USDBRL) encerrou a semana cotado a R$ 5,3658, apresentando uma queda de 1,10% em relação ao real. Em relação à inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma alta de 0,33% em dezembro, após uma inflação de 0,18% em novembro. Apesar da aceleração, a inflação fechou 2025 dentro da meta do Banco Central, com um acumulado de 4,26% no ano.
Tensão no mercado
No cenário interno, o Caso Master gerou cautela no mercado. O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, afirmou que a reversão da liquidação do Banco Master deve ser decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na última quinta-feira (9), o ministro Jhonatan de Jesus suspendeu uma inspeção do Banco Central relacionada ao caso, levando a decisão ao plenário do TCU, que se reunirá no dia 21 de janeiro.
Destaques positivos e negativos do Ibovespa
Entre os destaques positivos do Ibovespa, Cogna (COGN3) liderou os ganhos, impulsionada por revisões otimistas de bancos. O JP Morgan elevou a recomendação de COGN3 de neutra para compra, com um preço-alvo de R$ 6,50 para dezembro de 2026. Os analistas destacaram que as ações da companhia seguem com valuation atrativo, mesmo após uma alta de 240% em 2025.
Por outro lado, C&A (CEAB3) foi o destaque negativo. O UBS BB reduziu em 10% sua projeção de lucro para a empresa, ajustando suas expectativas de lucro líquido para R$ 511 milhões em 2026. A revisão foi impactada pelo menor fluxo de visitantes em shoppings durante o período natalino. Com isso, o preço-alvo das ações da C&A foi cortado de R$ 23 para R$ 20, embora a recomendação de compra tenha sido mantida.
Cenário internacional
Externamente, as tensões geopolíticas aumentaram após a ação militar dos EUA na Venezuela. O presidente Donald Trump declarou que os EUA e a Venezuela estão colaborando e anunciou que US$ 100 bilhões serão investidos por grandes empresas de petróleo no país. Trump também intensificou apelos para que a Groenlândia permaneça sob controle dos EUA, considerando até opções de ação militar.
Perspectivas futuras
Com os dados econômicos e as tensões internacionais em mente, o mercado aguarda novas definições sobre a trajetória da Selic. A maioria dos analistas acredita que um afrouxamento monetário pode começar em março, mas a cautela permanece enquanto as incertezas continuam a rondar o cenário econômico e político. O ano de 2026 promete ser desafiador para os investidores, que devem acompanhar de perto os desdobramentos tanto no Brasil quanto no exterior.
Fonte: www.moneytimes.com.br
Fonte: Agência