Ibovespa enfrenta volatilidade com tensões políticas nos EUA e mudanças regulatórias no setor aéreo brasileiro
Ibovespa enfrenta volatilidade nesta terça diante de tensões políticas nos EUA e debates sobre direitos dos passageiros no Brasil.
Os mercados financeiros internacionais e o Ibovespa enfrentam volatilidade nesta terça-feira (20), enquanto investidores acompanham os desdobramentos das ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as discussões regulatórias no setor aéreo brasileiro.
Tensão política dos EUA impacta os mercados globais
Após um período de recesso, Wall Street voltou a operar com cautela diante das ameaças do presidente Donald Trump de impor tarifas a países europeus que rejeitem a aquisição da Groenlândia pelos EUA. Esta movimentação tem provocado apreensão nos mercados, pois pode intensificar disputas comerciais e afetar cadeias globais de suprimentos.
Além disso, o julgamento pela Suprema Corte dos Estados Unidos sobre a legalidade das tarifas recíprocas impostas no início do mandato de Trump adiciona incertezas. O presidente indicou que, em caso de derrota, poderia instituir novos impostos generalizados de 10%, o que preocupa investidores e analistas.
Outro ponto sensível é a tentativa de demissão da diretora do Federal Reserve, Lisa Cook, acusada por Trump de fraude hipotecária. O desfecho desse processo é visto como um teste importante à independência do Fed, fator que influência diretamente a política monetária americana e, consequentemente, os mercados financeiros mundiais.
Mercado brasileiro e revisão dos direitos dos passageiros aéreos
No âmbito nacional, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) promove nesta terça-feira debates sobre a revisão da Resolução nº 400, que estabelece direitos essenciais dos passageiros no transporte aéreo, como alimentação, comunicação, hospedagem, reacomodação e reembolso em casos de atrasos ou cancelamentos.
Estas discussões ganham importância num momento em que o setor aéreo brasileiro busca se recuperar e se adaptar às novas demandas dos consumidores e às mudanças regulatórias, despertando atenção dos investidores quanto aos impactos financeiros para as companhias aéreas.
Desempenho do Ibovespa e indicadores econômicos
No último pregão, o Ibovespa fechou praticamente estável, com leve alta de 0,03%, aos 164.849,27 pontos, refletindo a cautela dos investidores diante dos acontecimentos globais e domésticos.
O dólar à vista registrou queda de 0,16%, cotado a R$ 5,3640, enquanto o ETF iShares MSCI Brazil (EWZ), principal fundo de ações brasileiras negociado em Nova York, apresentava queda de 0,66% no pré-market.
As bolsas asiáticas fecharam em baixa, com destaque para Tóquio e Hong Kong, e os principais índices europeus também operavam em queda. Os futuros dos índices americanos indicavam um início de pregão negativo, com recuos relevantes no Nasdaq, S&P 500 e Dow Jones.
Commodities e criptomoedas sob pressão
Os preços do petróleo registraram leve alta, com o Brent e o WTI operando próximos a US$ 64 e US$ 59 o barril, respectivamente. Por outro lado, o minério de ferro e o ouro sofreram quedas significativas, refletindo as incertezas e a aversão ao risco.
No mercado cripto, as principais moedas digitais também operaram em baixa nesta terça-feira, com o bitcoin recuando cerca de 1,1% e o ethereum caindo aproximadamente 3,6%, indicando um movimento de cautela dos investidores.
Indicadores econômicos e agenda do dia
Às 7h, foi divulgado o indicador de Percepção Econômica ZEW para a Zona do Euro, refletindo o sentimento dos investidores na região.
No Brasil, a agenda presidencial inclui atividades em Pelotas (RS), como a entrega de unidades habitacionais e visitas a instalações portuárias e estaleiros, além de contratos para construção de navios. O ministro Fernando Haddad não teve agenda divulgada, e Gabriel Galípolo manteve despachos internos.
Conclusão
O Ibovespa e os mercados globais caminham entre expectativas e tensões, diante de questões políticas e econômicas que demandam atenção dos investidores. O desenrolar das ações do governo americano e as decisões regulatórias brasileiras no setor aéreo serão determinantes para o rumo dos próximos dias no cenário financeiro.
Fonte: www.moneytimes.com.br
