Ibovespa registra queda com aversão ao risco e dólar atinge R$ 5,20

Índice reflete instabilidade em Wall Street e dados econômicos negativos

O Ibovespa fechou em queda de 1,02% ao refletir a aversão ao risco em Wall Street e dados econômicos desfavoráveis.

O Ibovespa (IBOV) finalizou as negociações do dia em queda, acompanhando o movimento negativo de Wall Street e perdendo parte dos ganhos conquistados na sessão anterior, quando superou os 190 mil pontos. Na quinta-feira, o principal índice da bolsa brasileira registrou uma redução de 1,02%, fechando a 187.766,42 pontos. O dólar à vista (USDBRL) também seguiu uma tendência de alta, encerrando a R$ 5,2004, com um aumento de 0,25%.

Contexto Econômico

A análise do cenário doméstico revela que os investidores estavam atentos ao resultado do volume de serviços prestados, que apresentou uma queda de 0,4% em dezembro, superando as expectativas que previam uma diminuição de apenas 0,1%. No entanto, comparando com dezembro do ano anterior, houve um avanço de 3,4%, quase em linha com a previsão de alta de 3,5%. Em um panorama mais amplo, o acumulado de 2025 no setor de serviços demonstrou um crescimento de 2,8%. Esses dados enfatizam um enfraquecimento na economia brasileira, indicando uma possível proximidade do início de um ciclo de cortes na taxa de juros pelo Banco Central.

Movimentações na Bolsa

O Ibovespa perdeu força, principalmente devido à aversão ao risco por parte dos investidores estrangeiros. A maioria dos papéis do setor bancário teve desempenho negativo, exceto o Banco do Brasil (BBAS3), que subiu 4,13% após a divulgação de resultados do quarto trimestre de 2025. Entre os destaques negativos, as ações da Petrobras (PETR4) caíram 2,55%, fechando a R$ 37,11, refletindo a queda do petróleo, cujo contrato futuro do Brent caiu 2,71%, a US$ 67,52 o barril. A Vale (VALE3) também enfrentou perdas, encerrando o dia com uma baixa de 0,95%, a R$ 89,23, apesar do desempenho relativamente estável do minério de ferro.

Os três ativos mencionados (bancos, Vale e Petrobras) somam cerca de 50% da carteira teórica do Ibovespa. Em contrapartida, a Ambev (ABEV3) teve um desempenho positivo, com uma alta de 5,64% a R$ 16,66, após reportar um lucro líquido de R$ 4,53 bilhões no quarto trimestre, embora isso represente uma queda de 9,9% em relação ao ano anterior.

Expectativas Futuras

O relatório do Citi destacou que, embora o resultado da Ambev tenha ficado dentro do esperado, os volumes de cerveja no Brasil apresentaram uma queda de 2,6% na comparação anual, sugerindo um cenário de consumo fraco. O guidance para 2026 sugere uma perspectiva de risco favorável em relação aos custos, embora a implementação dos hedges indique que os benefícios serão percebidos de forma gradual. Por outro lado, a Raízen (RAIZ4) liderou as perdas, com uma queda de 11,69%, a R$ 0,68, após notícias de recompra de títulos e a possibilidade de reestruturação de sua dívida de mais de R$ 60 bilhões.

Essa situação gerou uma revisão da perspectiva da classificação de riscos pela S&P Global Ratings, que a alterou de estável para negativa. A Moody’s também rebaixou a classificação da companhia, refletindo a preocupação com a reestruturação da dívida e suas consequências para os investidores.

Conclusão

O clima de aversão ao risco, impulsionado por dados econômicos fracos e incertezas nos mercados financeiros internacionais, continua a impactar o desempenho do Ibovespa, evidenciando a fragilidade da economia brasileira diante de um cenário global volátil. Os próximos dias serão cruciais para entender a continuidade dessas tendências e as possíveis ações do Banco Central em relação à política monetária.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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