Ibovespa atinge novo recorde com otimismo nos mercados e dólar em queda

Money Times

Alta do Ibovespa e queda do dólar refletem confiança no cenário econômico.

O Ibovespa alcança um novo recorde de fechamento em meio a um ambiente de otimismo.

O Ibovespa (IBOV) começou a segunda semana de fevereiro com uma forte tendência de valorização, terminando a sessão de hoje com uma alta de 1,80%, alcançando 186.241,15 pontos, um recorde histórico para o fechamento do índice. Esta performance é impulsionada pelo otimismo observado em Wall Street e pela expectativa de balanços corporativos positivos.

O dólar à vista também registrou uma queda, encerrando as negociações a R$ 5,1882, uma diminuição de 0,62%, o menor nível desde o final de maio do ano passado. O sentimento positivo no mercado é reforçado pela declaração do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, que, em evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), enfatizou a importância de se reconhecer a melhora na situação econômica desde o fim do ciclo de alta de juros até o momento atual. Galípolo destacou que a política monetária está em um estágio de ‘calibragem’, o que é considerado essencial para a continuidade da recuperação econômica.

Além disso, os economistas que colaboram com o Banco Central reduziram a previsão de inflação para 2026, passando de 3,99% para 3,97%, segundo o Boletim Focus. As expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para os anos seguintes continuam estáveis: 3,80% em 2027 e 3,50% tanto em 2028 quanto em 2029. Amanhã, serão divulgados os dados de inflação de janeiro, o que poderá influenciar ainda mais as expectativas do mercado.

O Ibovespa ultrapassou pela primeira vez os 186.000 pontos em um dia marcado por altas significativas entre as ações das principais empresas da bolsa. O Itaú Unibanco (ITUB4) se destacou com um crescimento de 3,34%, atingindo R$ 48,31, enquanto as ações da Petrobras (PETR4) avançaram 1,83%, fechando a R$ 37,32. Este movimento ocorreu apesar da oscilação nos preços do petróleo, que teve um leve aumento no contrato futuro do Brent, que subiu 1,46%, para US$ 69,04 o barril. A Vale (VALE3), por sua vez, também apresentou um desempenho positivo, com alta de 1,96%, alcançando R$ 87,31, apoiada pela performance do minério de ferro.

Entre os destaques de alta, a Magazine Luiza (MGLU3) brilhou com um salto de 7,16%, terminando a R$ 10,93, beneficiada pela queda dos juros futuros após as declarações do presidente do BC. Em contraste, as ações da Hapvida (HAPV3) lideraram as perdas, com uma queda de 2,63%, fechando a R$ 11,46, após notícias de que a renovação de seu contrato com a Prefeitura de Manaus superou o valor inicialmente acordado.

Os índices de Wall Street também mostraram resultados positivos, com destaque para o Dow Jones, que quebrou a barreira dos 50 mil pontos pela segunda vez, estabelecendo um novo recorde nominal intradia. O índice fechou em alta de 0,04%, aos 50.135,87 pontos. O S&P 500 e o Nasdaq também apresentaram desempenhos robustos, subindo 0,47% e 0,90%, respectivamente.

Na Europa, os índices encerraram em alta, com o Stoxx 600 subindo 0,70%, enquanto na Ásia, o Nikkei japonês teve um aumento significativo de 3,89% após resultados favoráveis nas eleições para a primeira-ministra do Japão. O índice Hang Seng de Hong Kong também registrou alta de 1,76%. Este cenário internacional favorável contribui para o otimismo no mercado brasileiro, que espera por melhores resultados econômicos nos próximos meses.

Fonte: www.moneytimes.com.br

Fonte: Money Times

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