Dólar registra menor cotação desde novembro em meio a cenário político e mercado positivo
Ibovespa renova recorde pelo terceiro dia consecutivo, atingindo 175.589 pontos, enquanto dólar fecha em baixa a R$ 5,28, influenciado por cenário político e fluxo externo.
O Ibovespa renovou recorde histórico pelo terceiro dia consecutivo, fechando no patamar de 175.589,35 pontos nesta quinta-feira (22). A alta de 2,20% no índice reflete um ambiente favorável impulsionado por intenso fluxo estrangeiro e destaque para ações dos principais setores da bolsa.
Desempenho do Ibovespa e influência do fluxo estrangeiro
Durante a sessão, o Ibovespa chegou a ultrapassar os 177 mil pontos, estabelecendo novo recorde intradiário. A forte valorização foi sustentada principalmente pelos papéis de Vale e dos grandes bancos, que juntos representam cerca de 50% da carteira teórica do índice. A mineradora Vale (VALE3) bateu novo recorde ao ultrapassar a cotação de R$ 83, com um giro financeiro superior a R$ 4,6 bilhões, equivalente a 11% das negociações na B3.
Enquanto isso, os bancos avançaram em bloco, acompanhando os desdobramentos positivos no setor financeiro, como o pagamento aos credores por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e o impacto do Caso Master sobre a percepção dos investidores.
Impactos do cenário político doméstico
No âmbito político, a atenção permanece voltada para Brasília, especialmente pela proximidade das eleições e mudanças iminentes no Ministério da Fazenda. O ministro Fernando Haddad planeja deixar o cargo nas próximas semanas, com a possível nomeação de Dario Durigan para substituí-lo. Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, também está cotado para assumir posição de destaque na pasta, sinalizando continuidade na condução econômica.
Essas articulações são acompanhadas de perto pelo mercado, que busca estabilidade e previsibilidade em um período de transição governamental.
Comportamento do dólar e cenário internacional
O dólar fechou a sessão em R$ 5,2845, recuando 0,68% e registrando seu menor nível desde novembro. A moeda americana foi pressionada pela melhora do apetite por ativos de risco no Brasil e pela perspectiva de manutenção da taxa de juros nos Estados Unidos, após dados econômicos que indicam inflação controlada e crescimento robusto.
Nos Estados Unidos, indicadores como o índice de preços de gastos com consumo (PCE) e o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre confirmaram a expectativa de estabilidade monetária pelo Federal Reserve. Além disso, a redução das tensões geopolíticas, com declarações do presidente Donald Trump sobre a Groenlândia e suspensão de tarifas na Europa, contribuiu para o otimismo global.
Setores em destaque e movimentações específicas
Na ponta positiva do Ibovespa, a Cogna (COGN3) registrou alta superior a 6%, impulsionada pela manutenção de recomendação positiva do Santander e expectativa de melhora no setor de educação. Já a Petrobras (PETR4), apesar de ter subido mais de 2% durante o pregão, fechou em leve queda devido à queda do petróleo Brent no mercado internacional.
Entre as maiores quedas, destacaram-se RD Saúde (RADL3), PetroReconcavo (RECV3) e Prio (PRIO3), acompanhando a trajetória negativa do preço do petróleo.
Performance dos mercados globais
Os índices norte-americanos ampliaram ganhos, com Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq avançando entre 0,55% e 0,91%. Na Europa, o índice Stoxx 600 subiu 1,03%, beneficiado pela diminuição das tensões comerciais. Na Ásia, Nikkei e Hang Seng também encerraram em território positivo, refletindo o clima global mais favorável.
A combinação de fatores domésticos e internacionais tem impulsionado o Ibovespa a patamares inéditos, enquanto o dólar desacelera à medida que o mercado ajusta expectativas para o cenário político e econômico brasileiro e global.
Fonte: www.moneytimes.com.br
