Cuba lamenta as mortes em ataque dos EUA e decreta luto nacional.
Cuba revelou os nomes dos 32 militares que morreram em ataque norte-americano na Venezuela, classificando a ação como terrorismo de Estado.
Cuba está em luto e a população deve se preparar para um período de reflexão após a divulgação das identidades dos 32 militares cubanos que perderam a vida em um ataque realizado pelos Estados Unidos na Venezuela. O incidente ocorreu em Caracas no último sábado (3/1), quando as forças norte-americanas capturaram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
Contexto do ataque e suas consequências
O Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba descreveu as mortes como um “ato criminoso de agressão e terrorismo de Estado”. As informações reveladas indicam que os militares cubanos estavam integrados ao aparato de segurança do governo venezuelano e enfrentaram os atacantes com forte resistência.
Entre os 32 mortos estão oficiais de alta patente, como coronéis e majores, com idades variando de 26 a 67 anos. Essa diversidade etária e de postos sugere uma profunda inserção de Cuba na segurança interna da Venezuela.
Nomes dos combatentes e suas funções
Os nomes dos militares foram organizados em duas categorias: aqueles vinculados ao Ministério do Interior e os integrantes das Forças Armadas Revolucionárias. Entre os destacados estão:
Combatentes do Ministério do Interior:
- Coronel Humberto Alfonso Roca Sánchez (67 anos)
- Coronel Lázaro Evangelio Rodríguez Rodríguez (62 anos)
- Tenente-coronel Orlando Osoria López (45 anos)
- Major Rodney Izquierdo Valdés (51 anos)
- Major Ismael Terrero Ge (47 anos)
Combatentes das Forças Armadas Revolucionárias:
- Capitão Adrián Pérez Beades (34 anos)
- Suboficial Suriel Godales Alarcón (42 anos)
- Soldados aposentados com idades entre 35 e 59 anos.
Reações do governo cubano
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, expressou em suas redes sociais que os militares “tombaram heroicamente” em defesa da Venezuela, enquanto o presidente Miguel Díaz-Canel decretou dois dias de luto oficial, durante os quais as bandeiras estarão a meio mastro e muitos eventos públicos serão cancelados.
Díaz-Canel enfatizou que os agentes estavam cumprindo missões solicitadas por seus homólogos venezuelanos e que suas mortes ocorreram em combate direto ou como consequência do bombardeio das instalações, reforçando a narrativa de resistência contra a agressão externa.
Este trágico episódio não apenas marca uma intensificação das tensões entre Cuba e os Estados Unidos, mas também reflete a complexa dinâmica de poder na Venezuela, onde a influência cubana é um tema de grande relevância política e social. O governo cubano, ao lamentar a perda de seus soldados, também reafirma seu compromisso com a soberania venezuelana e a resistência ao que considera uma intervenção imperialista.
Fonte: www.metropoles.com
