Imagem de satélite revela colossal “boneco de neve” na Sibéria

Fenômeno natural destaca a dinâmica do permafrost e a importância da observação por satélites.

Um satélite da NASA captura uma formação geológica na Sibéria que se assemelha a um boneco de neve gigante, revelando a importância da observação das paisagens de permafrost.

A imagem capturada pelo satélite Landsat 8 da NASA, no dia 16 de junho de 2025, mostra uma cadeia de lagoas alongadas e ovais na Península Chukchi, na Rússia, que se alinha de tal forma que, vista de cima, assemelha-se a um boneco de neve gigante encostado na costa. Essa formação geológica, com cerca de 22 quilômetros de altura, não é apenas uma curiosidade visual, mas um indicativo das condições climáticas extremas da região.

O que revela essa imagem?

Esta formação, que se destaca mesmo em junho, um dos meses mais quentes na Sibéria, é um exemplo do permafrost que persiste mesmo nas temperaturas elevadas. A temperatura média mínima diária na região gira em torno de -30,9 °F (-0,6 °C), o que mantém as lagoas congeladas e o gelo marinho se acumulando ao longo da costa.

O satélite Landsat 8, lançado em fevereiro de 2013, é uma ferramenta essencial para monitorar a superfície da Terra. Ele fornece imagens consistentes que permitem aos cientistas estudar desde a saúde das culturas até as mudanças nas linhas costeiras e no gelo. As câmeras do satélite são projetadas para capturar imagens detalhadas que ajudam na análise de ambientes e na detecção de mudanças ao longo do tempo.

Importância das observações satelitais

A imagem do “boneco de neve” não deve ser vista apenas como uma curiosidade visual, mas como um recurso valioso para compreender a dinâmica das paisagens de permafrost e os efeitos das mudanças climáticas. A coexistência de lagoas congeladas, gelo marinho e superfície terrestre em junho oferece um contexto importante para entender a persistência do gelo nesta região, que é crítica para os ecossistemas locais e as atividades humanas.

  • O que é o Landsat 8?
  • Uma missão operada pela NASA e pelo U.S. Geological Survey.
  • Carrega dois instrumentos principais: o Operational Land Imager (OLI) e o Thermal Infrared Sensor (TIRS).
  • Fornece imagens com resoluções que variam de 13 metros a 27 metros, permitindo um mapeamento detalhado.

Conclusão

A formação que se assemelha a um boneco de neve, além de ser fascinante, é um lembrete da complexidade dos sistemas naturais da Terra e da importância da tecnologia satelital para o monitoramento ambiental. Através de imagens como essa, podemos não apenas apreciar a beleza da natureza, mas também entender melhor os desafios que enfrentamos em relação às mudanças climáticas.

Fonte: www.space.com

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