Registros inéditos mostram o ministro do STF em reuniões com banqueiros e empresários em local de luxo
Imagens mostram ministro Toffoli em resort no Paraná em encontros com empresários ligados ao BTG Pactual e grupo Ibrame, levantando questionamentos sobre relações políticas e empresariais.
O ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli tem sido protagonista de uma série de encontros com empresários e banqueiros em ambientes exclusivos, conforme revelam imagens obtidas recentemente. O principal local desses encontros é o resort Tayayá, situado em Ribeirão Claro, no Paraná, próximo à divisa com São Paulo, que funciona como um espaço de convivência entre setores influentes da política e do mercado.
Encontros no resort Tayayá
As imagens captadas pelo portal Metrópoles mostram Toffoli em trajes informais, aguardando convidados em uma área reservada do hotel. Em 25 de janeiro de 2023, o ministro foi filmado durante a chegada de um helicóptero registrado em nome do banco BTG Pactual, onde desembarcaram Luiz Pastore, empresário do grupo metalúrgico Ibrame, e André Esteves, banqueiro e sócio do BTG. O ministro cumprimentou os visitantes com abraços, e foi registrado em conversa próxima com Esteves, ambos segurando copos de bebida. Martha Leonardis, ex-executiva do BTG e próxima a Esteves, também participava do encontro.
Estrutura e funcionamento do resort
O Tayayá é mais do que um simples local de hospedagem. Segundo relatos de jornalistas que se hospedaram no local, funcionários tratam Toffoli como proprietário, destacando uma casa de luxo e até um barco exclusivos à disposição do ministro. O resort ainda conta com estruturas para jogos de azar, como mesas de blackjack e máquinas eletrônicas, apesar da proibição dessas atividades no Brasil. Oficialmente, o empreendimento está registrado em nomes de familiares do ministro, embora haja negações sobre a propriedade direta do mesmo.
Relações empresariais e decisões judiciais
Em abril de 2025, o resort foi vendido ao advogado Paulo Humberto Barbosa, sócio de dirigentes da J&F e contratado pelos irmãos Batista. Destaca-se que, dois anos antes dessa venda, Toffoli suspendeu o pagamento de uma multa bilionária imposta ao grupo empresarial. Após a venda, o ministro permaneceu no resort por 58 dias, chegando a organizar uma festa para 140 pessoas utilizando toda a estrutura do local.
Frequência e implicações
Dados do Tribunal Regional do Trabalho indicam que, entre 2022 e janeiro de 2026, Toffoli esteve hospedado no Tayayá por pelo menos 168 dias, em 19 estadias distintas, o que equivale a uma permanência média a cada sete dias. A proximidade entre o ministro e empresários como Luiz Pastore, que mantém relações políticas e atuais com figuras públicas, levanta questões relevantes sobre a manutenção da independência do Judiciário e possíveis conflitos de interesse.
Considerações finais
As imagens e informações relativas aos encontros de Toffoli no resort Tayayá trazem à tona debate sobre a influência dos setores empresariais no poder judiciário brasileiro. A investigação acerca dessas relações é fundamental para assegurar a transparência e a confiança nas instituições democráticas.
Fonte: www.conexaopolitica.com.br
Fonte: Bruno Peres/Agência Brasil
