Estudo da XP projeta crescimento da renda real em 2026.
Expectativa de crescimento da renda das famílias em 4,5% em 2026, impulsionada por desemprego baixo e reforma do IR.
O Brasil apresenta um cenário favorável para a renda das famílias em 2026, com a expectativa de crescimento de 4,5%, conforme estudo da XP. Esse aumento é impulsionado por um mercado de trabalho em recuperação, que continua a gerar empregos, e pela reforma do Imposto de Renda, que promete isenções para as camadas de menor renda.
Contexto do mercado de trabalho
Os economistas Rodolfo Margato e Tiago Sbardelotto iniciam sua análise destacando que o desemprego no Brasil deve se manter baixo, em torno de 5,7% até o final de 2026. Apesar de uma desaceleração na criação de empregos em 2025, a população ocupada cresceu 1,9%, refletindo uma resiliência no mercado. A taxa de participação da força de trabalho, no entanto, apresentou uma leve queda, indicando que a escassez de mão de obra está afetando diversos setores.
A reforma do Imposto de Renda, por sua vez, se torna um fator essencial para o aumento da renda disponível. Com a expectativa de arrecadação adicional de R$ 34,1 bilhões em 2026, os benefícios fiscais devem contribuir significativamente para o crescimento da renda real das famílias.
Detalhes sobre a renda real
O estudo prevê que a renda média real do trabalho suba 2,5% em 2026, alcançando aproximadamente R$ 3.800 por mês. Isso é resultado da combinação de uma demanda resiliente e a continuidade do reajuste do salário mínimo. Adicionalmente, a massa salarial real deverá crescer 3,8%, refletindo um desempenho positivo em relação aos anos anteriores.
As transferências fiscais, como benefícios previdenciários e o BPC/LOAS, também desempenham um papel central nesse crescimento. Mesmo com uma expectativa de crescimento mais modesta dessas transferências, estima-se que elas ainda trarão um impacto positivo significativo sobre o consumo das famílias.
Projeções futuras e riscos
Com a reforma do Imposto de Renda e as transferências fiscais, a expectativa é que o consumo das famílias, e consequentemente o PIB, apresentem um viés de alta. Contudo, os economistas alertam para os riscos envolvidos, especialmente em relação à inflação. A diferença na propensão a consumir entre os grupos de renda deve afetar os resultados econômicos, sendo as faixas mais baixas de renda as que provavelmente vão impulsionar mais o consumo.
A antecipação dos pagamentos de precatórios e a diminuição de filas de benefícios também têm potencial para impactar positivamente a atividade econômica, com desembolsos previstos de R$ 67,7 bilhões em 2026.
Conclusão
Em suma, o panorama para 2026 mostra-se otimista para a renda das famílias, sustentada por um mercado de trabalho forte e reformas fiscais. No entanto, a combinação de fatores econômicos deve ser monitorada de perto, considerando as incertezas que podem surgir ao longo do ano.