Imunização contra coqueluche é essencial para crianças e gestantes no Paraná

SESA

Secretaria de Saúde reforça a importância da vacinação para reduzir casos e mortalidade da doença no estado

Paraná reforça a imunização contra coqueluche em crianças e gestantes para evitar surto e proteger a população.

A importância da imunização contra coqueluche no Paraná

A imunização contra coqueluche é um tema urgente no Paraná, especialmente para crianças menores de cinco anos e gestantes a partir da 20ª semana de gestação. Conforme dados recentes, o estado registrou um aumento significativo dos casos em 2024, totalizando 2.819 notificações e lamentavelmente cinco mortes. A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, representada por Beto Preto, reforça a necessidade de ampliar a cobertura vacinal para conter a doença.

Esquema vacinal recomendado para crianças e gestantes

Para as crianças, o protocolo prevê a vacina pentavalente administrada em três doses nos primeiros seis meses de vida, nos meses dois, três e seis. Além disso, há necessidade de dois reforços com a vacina DTP aos 15 meses e aos quatro anos para garantir proteção continuada. Gestantes devem receber a vacina dTpa a partir da 20ª semana de gestação, em cada gravidez, para fornecer proteção passiva ao recém-nascido antes da vacinação própria.

Situação atual da cobertura vacinal e desafios enfrentados

Apesar da disponibilidade das vacinas pelo SUS, a cobertura no Paraná ainda está abaixo da meta do Plano Nacional de Imunização, que é 95%. Em 2025, a primeira fase da pentavalente alcançou 92,92%, a DTP de reforço 87,45% e a dTpa para gestantes 65,85%, indicando espaço para melhorias, sobretudo na adesão dos reforços e da vacina para gestantes.

Características da coqueluche e risco para a população

A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é altamente contagiosa, transmitida por gotículas expelidas ao tossir ou falar. Os sintomas inicialmente se assemelham a um resfriado comum, evoluindo para tosse intensa, vômitos e, em casos graves, parada respiratória, especialmente perigosa para bebês menores de seis meses. O período de maior transmissão se inicia por volta do quinto dia após a infecção e pode durar até três semanas.

Medidas de prevenção e importância da vigilância contínua

A vacinação é a principal ferramenta para prevenção da coqueluche, complementada por cuidados de higiene como lavar as mãos frequentemente e evitar contato com pessoas infectadas. Pacientes diagnosticados devem permanecer em isolamento e usar máscara para reduzir a transmissão. A vigilância epidemiológica é fundamental devido à natureza cíclica da doença, com picos a cada três a cinco anos, o que exige atenção constante para evitar novos surtos.

Disponibilidade e acesso à vacina no estado

O Paraná possui mais de 1.850 salas de vacinação distribuídas pelo estado, onde as vacinas contra a coqueluche são oferecidas gratuitamente. A ampliação do acesso e a conscientização da população sobre a importância da imunização são estratégias prioritárias para manter a doença sob controle e proteger a saúde coletiva.

Fonte: www.parana.pr.gov.br

Fonte: SESA

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