Nesta terça-feira (1º), dois petroleiros foram atingidos por projéteis de origem desconhecida enquanto navegavam pelo corredor de Omã, no Estreito de Ormuz. O grupo de inteligência marítima Marisks informou que o primeiro navio atingido foi o Sidr, um petroleiro de petróleo bruto com bandeira da Arábia Saudita. Pouco tempo depois, uma embarcação sob bandeira da Libéria também foi alvo de três projéteis.
A Marisks destacou que os ataques quase simultâneos marcam uma nova escalada nas ameaças enfrentadas na região do corredor de Omã. A agência britânica de Operações de Comércio Marítimo (UKMTO) reportou que um dos petroleiros foi atingido a 17 milhas náuticas a leste de Khasab, em Omã, no dia 31 de outubro. Apesar da gravidade dos incidentes, não houve registros de vítimas ou impacto ambiental até o momento.
As autoridades estão atualmente investigando os eventos que ocorreram nas águas estratégicas do Estreito de Ormuz, que é um importante corredor de navegação para o transporte de petróleo. A UKMTO, que monitora a segurança marítima, também confirmou a ocorrência dos ataques, mas não forneceu informações adicionais sobre a identidade dos responsáveis.
A agência de notícias iraniana semioficial Fars identificou o Sidr como uma das embarcações atacadas, embora essa informação não tenha sido confirmada pela Arábia Saudita. Nos últimos tempos, petroleiros comerciais têm preferido utilizar a rota de Omã ao invés da costa iraniana, onde os Estados Unidos têm mantido uma presença militar para garantir a segurança do tráfego marítimo.
O Irã, que reivindica o controle sobre o Estreito de Ormuz, tem se oposto a essa mudança de rota e insiste que os navios utilizem seu corredor. A tensão na região é acentuada por ataques anteriores que o Irã realizou contra embarcações que tentaram atravessar a via marítima pela costa norte de Omã. Essas circunstâncias ressaltam a complexidade da segurança no Estreito de Ormuz, um ponto crítico para o comércio global de petróleo.