Jorge Messias foi indicado por Lula para ocupar a vaga deixada por Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). O governo considera a situação atual da Corte, que está incompleta e enfrenta uma crise reputacional, como fator importante para a indicação. Desde a aposentadoria de Barroso, em outubro, o STF conta com apenas 10 ministros. O nome de Messias foi enviado ao Senado recentemente, e a sabatina e votação ainda não têm data definida.
O governo busca evitar a impressão de que está demorando para realizar a indicação em meio à crise. A mensagem é clara: o nome foi enviado e agora cabe ao Senado agir para restaurar a formação completa do STF. Além disso, a urgência se deve ao calendário eleitoral, já que aliados de Messias acreditam que, quanto mais rápido ocorrer a votação, maiores serão as chances de aprovação, dado que o Congresso costuma trabalhar menos em anos eleitorais.
Outra preocupação do governo foi a possibilidade de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deixasse a sabatina para depois de outubro, o que motivou a decisão de não adiar mais o processo. Nos bastidores do STF, diferentes grupos estão se mobilizando para apoiar a aprovação de Messias, com ministros como Cristiano Zanin, Nunes Marques, Gilmar Mendes e André Mendonça se empenhando para garantir sua nomeação.
Caso Messias seja aprovado, há uma expectativa de que ele se alinhe a um dos grupos do tribunal, dependendo dos temas que surgirem nas pautas a serem julgadas.