Equipes de resgate estão em operação na Indonésia, realizando buscas nos escombros de edifícios que desabaram após um terremoto de magnitude 7,7 que ocorreu no último sábado. O tremor, que atingiu o país por volta das 6h, resultou na morte de mais de 50 pessoas e deixou mais de 113 feridos, conforme informações do vice-ministro da Saúde, Benjamin Paulus Octavianus.
O terremoto teve seu epicentro localizado a cerca de 68 quilômetros a noroeste de Ende, na província de Nusa Tenggara Oriental, e causou danos severos, com mais de 1.300 casas afetadas, das quais mais de dois terços foram seriamente danificadas. Além disso, unidades de saúde, escolas e prédios públicos também sofreram impactos significativos. Aproximadamente 5 mil pessoas foram forçadas a deixar suas residências devido aos riscos.
Moradores da vila costeira de Sikka enfrentaram a noite ao relento, enquanto outros buscaram atendimento na cidade portuária de Maumere. Abdul Mutas, de 63 anos, relatou que sua família se abrigou sob uma lona, cercados pela natureza, após a maré começar a subir. O vice-regente da vila, Simon Subandi, informou que a maioria dos residentes não se sentiu segura para retornar para dentro de suas casas.
A agência de busca e salvamento da Indonésia, BNPB, anunciou que 50 mil pacotes de ajuda, totalizando 275 toneladas, estão a caminho da ilha para auxiliar as comunidades afetadas. Inicialmente, um alerta de tsunami foi emitido, mas foi posteriormente cancelado. Algumas ondas de até 1 metro foram registradas em Maurole, em Ende, segundo informações da agência meteorológica do país.
A atividade sísmica na região é uma preocupação constante, uma vez que a Indonésia está situada no Círculo de Fogo do Pacífico, uma área propensa a terremotos e erupções vulcânicas. A ilha de Flores, conhecida por sua beleza natural, enfrentou anteriormente desastres semelhantes, incluindo o tsunami devastador de 2004, que causou a morte de mais de 220 mil pessoas em todo o Oceano Índico, e o terremoto de 6,9 graus em Lombok, em 2018, que também resultou em diversas fatalidades.
As réplicas do terremoto somaram mais de 340, aumentando a insegurança entre os moradores da região. A resposta das autoridades e o envio de ajuda humanitária são essenciais para lidar com a grave situação enfrentada pela população local, que busca recuperar a normalidade após essa tragédia.