Para driblar a alta dos insumos no Brasil, o custo alto do crédito e as demais dificuldades que se impõem, gestores usam a tecnologia como aliada para aumentar a produtividade
Com exigências e desafios cada vez maiores, a indústria passa por um momento determinante. Os custos altos – causados por cenários internos e externos –, a demanda por uma mão de obra cada vez mais qualificada e uma tecnologia que caminha a uma velocidade galopante obrigam os gestores a uma busca urgente de soluções para se manterem competitivos.
O avanço da Indústria 4.0 nas pequenas e médias empresas
Para as pequenas e médias empresas, o problema pode ser ainda mais sério. Para alcançar um patamar produtivo mais alto, questões como a adaptação aos novos modelos tecnológicos, o custo alto do crédito e a alta dos insumos podem tornar tudo ainda mais inacessível. Contudo, muito da chamada indústria 4.0 tem se mostrado ao alcance de todos.
A indústria 4.0 é uma etapa do desenvolvimento industrial que abrange tecnologias como a automação, o uso de dados e a computação em geral, de forma a agilizar processos e diminuir custos e desperdícios. O uso de sensores eletrônicos durante a cadeia produtiva é um exemplo de avanço dentro deste escopo que trouxe diversos benefícios.
Como a digitalização otimiza o uso de insumos e maquinários
Os sensores permitem a coleta de dados em diferentes etapas da produção, bem como a automação de máquinas. Por meio da Internet das Coisas (IoT), os sensores podem ser conectados a softwares e serem monitorados à distância, por exemplo. Hoje aparecem com variedade no mercado e com preços reduzidos.
Outra tecnologia aliada da pequena e média empresa é a própria Inteligência Artificial. Ao contrário do que se pode pensar, há modelos bastante avançados com custo relativamente baixo no mercado, com assinaturas mensais a partir de valores acessíveis.
Para além da produção em si, a tecnologia pode ajudar na gestão da mesma forma. A computação em nuvem faz com que grandes servidores, mais caros, não sejam mais necessários. Por meio da computação em nuvem, os dados são processados de forma mais barata e acessível e à distância.
Na prática, tudo que é coletado em forma de dados dentro da empresa pode ser lançado em software de gestão. Do estoque à máquina, passando à logística, compras, entre outros setores, tudo é integrado. A visão holística permitida pela nuvem e pelos softwares de ERP (Enterprise Resource Planning, ou Planejamento de Recursos Empresariais) permite uma gestão de produção e uma gestão de custos muito mais assertiva.
Automação e o futuro da produção industrial
Esse monitoramento em tempo real permite, inclusive, que falhas sejam visualizadas com antecedência ou então corrigidas com muito mais rapidez. Como muitas dessas tecnologias são escaláveis, é possível adequá-las à necessidade industrial do momento. E, quando associadas a práticas como Kaizen e 5S, tornam-se ainda mais efetivas.
A redução no retrabalho, nas perdas e nos custos é evidente. Sendo assim, todas essas tecnologias juntas permitem manter a competitividade e garantir a sobrevivência industrial. Demandando um investimento relativamente baixo, apontam para um ROI considerável e tendem a ser de uma necessidade cada vez maior para as PMEs nacionais.