Em março, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou um aumento de 0,88%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação acumulada nos últimos 12 meses atingiu 4,14%. A expectativa de mercado era de uma alta de 0,7% para o mês e de 4% nos 12 meses anteriores.
O aumento nos combustíveis, que subiram 4,59%, foi o principal responsável pela elevação, especialmente em um contexto de reajustes promovidos pela Petrobras e o impacto do fechamento do Estreito de Ormuz no comércio global de petróleo, conforme destacou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA do IBGE.
De acordo com a análise, se não fossem os combustíveis, a inflação de março teria sido de 0,68%, e de 0,64% se todos os combustíveis fossem excluídos do cálculo. O grupo Transportes, que inclui os preços dos combustíveis, teve uma variação de 1,64%.
Outros grupos que contribuíram para a alta foram Alimentação e Bebida, com aumento de 1,56%, e Despesas Pessoais, que registrou uma alta de 0,65%. O aumento nos preços dos ingressos de cinema e teatro, que subiram 3,95%, também teve impacto significativo nas despesas pessoais, especialmente após a “Semana do Cinema” de fevereiro.
Os alimentos consumidos em casa mostraram um avanço de 1,94%, com destaque para o tomate, que subiu 20,31%, e a cebola, com alta de 17,25%. No entanto, alguns produtos apresentaram queda, como a maçã, que teve redução de 5,79%.
A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2026 é de 3%, com um limite máximo de 4,5%. Desde 2022, essa meta é acompanhada mensalmente com base na inflação acumulada em 12 meses.