Na manhã desta quinta-feira (21/5), a prisão de Deolane Bezerra reacendeu a lembrança da Operação Integration, que resultou na detenção da influenciadora em 2024. Naquela ocasião, a ação foi coordenada pela Polícia Civil de Pernambuco, com o objetivo de investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro vinculado a jogos ilegais e plataformas de apostas.
Deflagrada em setembro de 2024, a operação contou com a mobilização de aproximadamente 170 agentes em vários estados do Brasil. Foram cumpridos 19 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão em locais como Pernambuco, Paraíba, São Paulo, Paraná, Goiás e Minas Gerais.
Além de Deolane, sua mãe, Solange Bezerra, também foi presa durante a operação. As investigações apontaram para a existência de uma organização criminosa que movimentava cerca de R$ 3 bilhões, utilizando práticas de lavagem de dinheiro e operações relacionadas a jogos ilegais.
As autoridades informaram que a operação resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 2,1 bilhões em ativos financeiros, além da apreensão de veículos de luxo, imóveis, aeronaves e embarcações. Os investigadores ainda analisavam contratos publicitários e movimentações financeiras que envolviam influenciadores e empresas do setor de apostas esportivas.
Após a detenção, Deolane conseguiu um habeas corpus que permitiu a ela cumprir prisão domiciliar devido à presença de uma filha menor de 12 anos. Contudo, menos de 24 horas depois, a Justiça decidiu pelo retorno da influenciadora ao sistema prisional, em razão do descumprimento de medidas cautelares estabelecidas na decisão.
Deolane permaneceu encarcerada por cerca de 20 dias até que o Tribunal de Justiça de Pernambuco autorizou sua libertação, assim como a de outros investigados. Mesmo após sua soltura, as investigações continuaram. A defesa da influenciadora negou qualquer irregularidade e alegou que ela estava sendo alvo de perseguições e abuso de autoridade.