INSS: CPMI se aproxima do fim e Davi Alcolumbre ignora solicitações

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito enfrenta prazos apertados e resistência política

CPMI do INSS se aproxima do fim sem prorrogação e com pedidos ignorados por Davi Alcolumbre.

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga o esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) se aproxima de seu término, estabelecendo um prazo de encerramento até 28 de março, sem perspectivas de prorrogação. O presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), tem se mostrado incansável em suas tentativas de agendar uma reunião com Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Congresso, para solicitar um mês adicional para a continuidade das investigações.

Contexto da CPMI e sua Importância

A CPMI foi instaurada após a revelação de um esquema de fraudes que afetou milhares de segurados do INSS, amplamente exposto pelo portal Metrópoles no final de 2023. A série de reportagens destacou a disparada na arrecadação das entidades que realizam descontos mensais sobre as aposentadorias, atingindo a marca de R$ 2 bilhões em um único ano, enquanto diversas associações enfrentavam processos por fraudes nas filiações. Com a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e a atuação da Controladoria-Geral da União (CGU), o escândalo ganhou contornos ainda mais graves, levando à demissão de altos funcionários do INSS e do Ministério da Previdência.

O regimento do Congresso prevê que uma CPMI pode ser prorrogada por até 120 dias. No entanto, Viana afirma que apenas metade desse tempo é necessária para concluir os trabalhos e obter as informações desejadas. A resistência de Alcolumbre em aceitar o pedido de prorrogação tem gerado frustração entre os integrantes da comissão, que discutem a alternativa de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a continuidade das investigações.

Detalhes das Investigações em Andamento

Além das discussões sobre prorrogação, Viana pretende colocar em votação uma série de requerimentos, incluindo a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Esse movimento se baseia em depoimentos que o ligam ao esquema de corrupção, onde é alegado que ele teria recebido montantes significativos de um empresário envolvido nas fraudes.

Outro ponto importante é o depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que agora está agendado para ocorrer após o Carnaval, em 26 de fevereiro. A defesa de Vorcaro conseguiu um acordo para que ele compareça à CPMI, evitando assim complicações legais com pedidos de habeas corpus. Vorcaro, que cumpre prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, está disposto a colaborar com as investigações.

Consequências e Expectativas Futuras

A CPMI se torna crucial não apenas para esclarecer os fatos relacionados ao INSS, mas também para determinar as responsabilidades dos envolvidos, desvelando uma rede de corrupção que pode ter ramificações profundas na política nacional. A convocação de figuras públicas como Lulinha sinaliza a intensidade das investigações, que se concentram nas relações entre políticos e empresários.

Com o fim do prazo se aproximando, o futuro da CPMI e a continuidade das investigações dependem da habilidade de Carlos Viana em negociar com Davi Alcolumbre e a disposição dos membros do Congresso em priorizar a transparência e a justiça sobre os interesses políticos. O desfecho dessa comissão pode moldar o cenário político no Brasil e influenciar a percepção pública sobre a integridade das instituições responsáveis pela administração da previdência social.

A CPMI do INSS e seus desdobramentos continuarão a ser acompanhados de perto pela sociedade, que espera um desfecho que traga responsabilidade aos envolvidos e preserve os direitos dos segurados que foram lesados por esse esquema.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas: