O Aeroporto Internacional de São Paulo, localizado em Guarulhos, anunciou a suspensão de 10 voos na noite de quarta-feira (19) devido à presença de drones no espaço aéreo da região. A interrupção foi momentânea, e as operações foram rapidamente normalizadas, com os voos afetados sendo desviados para outros aeroportos.
A GRU Airport emitiu uma nota ressaltando que o uso de drones nas proximidades do aeroporto representa um risco tanto para a aviação quanto para a segurança das pessoas. A situação evidenciou a necessidade de monitoramento rigoroso das operações envolvendo aeronaves não tripuladas, especialmente em áreas sensíveis como a do aeroporto.
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a NAV Brasil foram contatadas para comentários sobre o incidente, mas as respostas ainda estão pendentes.
Em julho, a ANAC implementou novas diretrizes para a operação de drones no Brasil, estabelecendo um modelo regulatório que considera o risco das operações. Essa mudança foi motivada pelo aumento da frequência de ocorrências envolvendo drones nas proximidades de aeroportos, que já haviam causado interrupções em pousos e decolagens nos últimos anos, como o evento registrado em Guarulhos.
O novo regulamento introduziu uma classificação dos drones em três categorias: Aberta, Específica e Certificada, com exigências que variam conforme o nível de risco associado a cada operação. Essa abordagem visa alinhar as normas brasileiras aos padrões internacionais, em conformidade com a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e outras entidades aeronáuticas, promovendo uma maior integração do setor de aviação não tripulada no Brasil ao mercado global.