A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) deu início, nesta sexta-feira (10), a investigações sobre o surgimento de manchas escuras na faixa de areia da Praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e na Praia Grande, que está situada na Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo. As investigações visam apurar as características do material e sua possível origem.
A perícia foi requisitada para analisar a composição das manchas, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias do ocorrido, identificar responsáveis e verificar a possível infração penal ambiental. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi notificado sobre as manchas na quinta-feira (9) e encaminhou as informações ao Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), que faz parte do Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional, conforme o Decreto nº 10.950, de 27 de janeiro de 2022.
Na mesma sexta-feira (10), equipes do Ibama coletaram seis amostras das manchas de óleo na Praia de Ipanema, especificamente entre os postos 8 e 9. Essas amostras foram enviadas ao Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para análise detalhada.
Além das coletas, o Ibama informou que outras equipes estão em campo realizando vistorias para identificar áreas adicionais que possam ter sido afetadas e investigar a origem do material oleoso. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) também está monitorando a situação do litoral fluminense, trabalhando em colaboração com os demais órgãos envolvidos.
O Inea aguarda os resultados das análises laboratoriais para auxiliar na identificação da origem do material e na adoção das medidas necessárias para mitigar o impacto ambiental causado pelas manchas de óleo.