Investigação apura garoto que usou traje nazista em formatura

Reprodução/Redes sociais

Caso gera repercussão e leva Polícia e MP a agir em Mossoró

Garoto de 13 anos usou traje nazista em formatura e gerou polêmica.

Garoto traje nazista em festa de formatura gera investigação

No último sábado (10/1), em Mossoró, RN, um garoto de 13 anos foi flagrado usando um traje do exército nazista durante a festa de formatura das irmãs. Imagens do evento rapidamente viralizaram nas redes sociais, provocando uma onda de indignação. O jovem foi visto fazendo a saudação nazista “heil Hitler”, o que intensificou a repercussão negativa.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte e o Ministério Público confirmaram que estão investigando o caso. O delegado da Delegacia Especializada de Atendimento ao Adolescente (DEA), Rafael Arraes, declarou que um inquérito foi aberto para apurar os eventos. A família do adolescente reside no Ceará, e a polícia planeja expedir cartas precatórias para que as oitivas sejam realizadas.

Pedido de desculpas e repercussão

O garoto, em um vídeo postado nas redes sociais com a autorização dos pais, pediu desculpas pela sua conduta. Em sua gravação, ele demonstrou compreensão sobre a gravidade da situação e afirmou que não tinha noção do impacto de sua escolha de fantasia. “Peço desculpas a quem se sentiu ofendido”, disse o jovem, que comprou o traje em uma feira em Fortaleza, acreditando ser apenas mais uma fantasia.

As imagens do garoto vestindo o traje passaram despercebidas por cerca de 2 mil pessoas presentes na festa. A presidente da comissão de formatura expressou surpresa ao saber do ocorrido e afirmou que, caso tivessem percebido anteriormente, o jovem e seus responsáveis teriam sido retirados do evento.

Ação do Ministério Público

O Ministério Público do Rio Grande do Norte, por meio da 10ª Promotoria de Justiça de Mossoró, instaurou um procedimento extrajudicial para coletar informações sobre o incidente. O órgão também reuniu diversas manifestações recebidas através de canais de denúncia, com o intuito de otimizar a investigação.

O Conselho Tutelar da 34ª Zona de Mossoró se pronunciou, afirmando que a autoridade policial deve conduzir as investigações, e reiterou seu repúdio a qualquer ato que promova discriminação ou intolerância. “Práticas que coloquem crianças e adolescentes em situações vexatórias e de risco iminente são inaceitáveis”, destacou a nota do Conselho.

Contexto legal e implicações

No Brasil, a apologia ao nazismo é crime de acordo com a Lei 7.716/1989. Como o autor do ato é menor de idade, o caso está sendo tratado como uma infração, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O incidente levanta questões importantes sobre educação e a necessidade de conscientização sobre a história e suas implicações.

O caso do garoto em Mossoró não é isolado; reflete um fenômeno mais amplo de banalização de temas históricos graves em contextos contemporâneos. A sociedade deve refletir sobre as consequências da liberdade de expressão e o respeito à memória coletiva, especialmente quando se trata de temas tão delicados como o nazismo.

Conclusão

A situação gerou uma discussão necessária sobre o papel dos jovens na sociedade e as responsabilidades que vêm com a liberdade de expressão. A investigação em andamento é crucial para esclarecer os fatos e promover um aprendizado coletivo sobre as implicações de atos que, à primeira vista, podem parecer inofensivos, mas que carregam significados profundos e históricamente pesados.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Reprodução/Redes sociais

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