Investigação aponta lavagem de dinheiro em padaria ligada a delegada e PCC

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Delegada da Polícia Civil de São Paulo e companheiro suspeitos de usar estabelecimento para ocultar recursos do tráfico

Delegada da Polícia Civil em São Paulo e companheiro são investigados por suspeita de lavar dinheiro do tráfico em padaria na zona leste.

A recente operação policial deflagrada na cidade de São Paulo trouxe à tona um esquema complexo de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). No epicentro das investigações está Layla Lima Ayub, delegada da Polícia Civil de São Paulo, e seu companheiro Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel” e apontado como uma das lideranças do PCC na região Norte do país.

Esquema de lavagem em padaria de Itaquera

Segundo apurações da Corregedoria da Polícia Civil e do Ministério Público, o casal teria adquirido uma padaria localizada no bairro de Itaquera, zona leste da capital paulista, para ocultar recursos oriundos do tráfico de drogas. O estabelecimento servia para misturar dinheiro lícito e ilícito, dificultando o rastreamento da origem dos valores.

Um terceiro indivíduo teria atuado como intermediário na compra do estabelecimento, ampliando o alcance do esquema. A investigação busca detalhar a participação exata de cada envolvido, a movimentação financeira e as estratégias usadas para disfarçar a origem dos recursos.

Prisão durante a Operação Serpens

Na manhã de sexta-feira, dia 16, a Operação Serpens foi desencadeada pela Corregedoria da Polícia Civil em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) dos estados de São Paulo e Pará. Layla Ayub e Jardel foram presos durante as ações, que também cumpriram mandados de busca e apreensão tanto em São Paulo quanto em Marabá, no Pará.

Diversos materiais foram apreendidos, incluindo celulares e documentos que serão fundamentais para aprofundar as investigações e confirmar o envolvimento da delegada com a facção criminosa.

Conexões e irregularidades profissionais

As investigações indicam que Layla mantinha contato com membros do PCC mesmo após sua posse como delegada, em dezembro do ano passado. Além disso, analisa-se se ela continuou atuando como advogada para integrantes da facção, uma prática proibida para servidores públicos nessa função.

O relacionamento amoroso com Jardel, que estava em liberdade condicional, é um ponto central do inquérito, evidenciando a possível influência pessoal no envolvimento da delegada com atividades criminosas.

Consequências jurídicas e próximas etapas

Layla Ayub pode responder por diversos crimes, incluindo associação criminosa, lavagem de dinheiro, exercício irregular da advocacia e vínculo com organização criminosa. O andamento das apurações buscará esclarecer o papel dela e dos demais envolvidos, bem como a extensão do esquema montado.

A investigação destaca a importância do controle interno e da fiscalização rigorosa para evitar que agentes públicos se envolvam com organizações criminosas e comprometam a segurança pública.

Fonte: baccinoticias.com.br

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