Entre os alvos mencionados nas conversas estava o local onde ocorreria o debate entre os candidatos no segundo turno das eleições. Uma das mensagens discutia a possibilidade de “explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater”.
As comunicações também revelaram a intenção de identificar alvos para uma ação mais ampla. Uma mensagem sugeria que os integrantes deveriam listar os principais alvos para assegurar o sucesso da “revolução”. Em outra, um membro do grupo afirmou: “Muito dificilmente nossos inimigos estão concentrados em um único lugar”.
O acompanhamento das comunicações foi realizado com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O ministro Wellington César Lima e Silva destacou que o conteúdo identificado demonstrava que os planos discutidos não eram meras manifestações virtuais. “Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios”, afirmou o ministro.
Uma operação foi realizada no dia 4 de outubro, resultando no cumprimento de mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados. Os suspeitos estão sendo investigados por crimes como associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista, além de incitação ao crime. Computadores, celulares e outros dispositivos foram recolhidos e permanecem sob análise das autoridades.
O delegado responsável pela investigação afirmou que havia elementos suficientes que justificavam a adoção de medidas antes que os planos fossem colocados em prática. “A gente acredita que eles levariam [o plano] à frente. E a nossa teoria aqui é que a gente não vai pagar para ver”, declarou o delegado.
O ministro Wellington César Lima e Silva também enfatizou a importância da vigilância da sociedade contra a disseminação de ideias extremistas. “O sentimento do extremismo será sempre contra o pluralismo. E nós todos, democratas, cidadãos, temos que estar vigilantes em relação a isso”, concluiu o ministro.