A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando as circunstâncias que levaram ao atropelamento de Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, ocorrido no último sábado (16) em Ipanema, na Zona Sul. O acidente resultou na morte da jovem e o veículo envolvido, uma caminhonete elétrica JAC T140, modelo 2024, foi apreendido para realização de perícia técnica, que visa confirmar ou descartar a hipótese de falha mecânica.
O motorista do automóvel alegou em seu depoimento que o volante travou e o sistema de frenagem não funcionou, o que teria causado a invasão da calçada no cruzamento das ruas Visconde de Pirajá e Vinícius de Moraes. A investigação, que está sendo conduzida pela 14ª DP (Leblon), busca reconstituir a dinâmica do acidente por meio de laudos periciais que detalham o funcionamento dos sistemas de direção e frenagem do veículo.
Sergio Ejzenberg, engenheiro de tráfego e mestre em transportes, ressaltou que a análise pericial deve ser abrangente, pois um acidente veicular pode ter múltiplas causas, que podem estar relacionadas ao veículo, ao condutor, às condições da via e ao clima. Ele explica que a perícia deve examinar todas as possibilidades e descartar as que não se aplicam ao caso.
No caso do acidente em Ipanema, a situação do veículo, que sofreu danos estruturais leves, deve facilitar o trabalho técnico dos peritos. Ejzenberg afirmou que a investigação terá condições de avaliar os sistemas de direção e frenagem para verificar se estavam funcionando corretamente no momento do acidente.
Outro ponto crucial é a ausência de marcas de frenagem no asfalto, conforme relatado por policiais militares e testemunhas. Imagens de câmeras de segurança indicam que Mariana estava de costas para a rua no instante do impacto, sem que houvesse sinal sonoro de freada. A Polícia Civil também deve investigar se houve falha humana, como imprudência ou negligência por parte do condutor.
Sergio Ejzenberg também mencionou que, caso não sejam encontradas falhas nos sistemas do veículo, a investigação poderá se concentrar em outros fatores, como distrações do motorista. Isso inclui a possibilidade de verificar o celular do condutor para determinar se estava em uso durante o sinistro.