Procuradores franceses realizam buscas nas instalações da plataforma de Musk em Paris.
As autoridades francesas investigam X, plataforma de Elon Musk, por supostos crimes relacionados a conteúdo político e deepfakes.
As operações de busca conduzidas nas instalações de X em Paris marcam um capítulo importante na investigação que visa entender o papel da plataforma na disseminação de conteúdo prejudicial. As ações são parte de um inquérito mais amplo iniciado no ano anterior, focando em denúncias de manipulação de algoritmos e a presença de conteúdos de ódio na rede social.
O Contexto da Investigação
A investigação que levou à recente ação nas instalações de X foi provocada por relatos que surgiram a partir de janeiro, quando o político francês Eric Bothorel expressou preocupações sobre mudanças nos algoritmos da plataforma. Segundo ele, essas alterações poderiam estar influenciando negativamente a gestão do conteúdo após a aquisição por Musk. Além disso, um diretor de cibersegurança fez uma denúncia a respeito da prevalência de conteúdos políticos considerados como “nauseantes” e que propagam discursos de ódio, racismo e homofobia.
As autoridades francesas, em julho do ano anterior, já haviam anunciado que investigariam se a plataforma estava envolvida em práticas de “alteração do funcionamento de um sistema de processamento de dados” e “extração fraudulenta de dados” como parte de um grupo criminoso organizado. A presença de Elon Musk na liderança da empresa trouxe um foco adicional sobre as alegações de que sua gestão pode ter contribuído para a deterioração da qualidade do debate democrático na França.
Detalhes da Ação Judicial
A operação da terça-feira teve como alvo não apenas as instalações de X, mas também a convocação de Musk e da CEO Linda Yaccarino para prestarem esclarecimentos em tribunal no dia 20 de abril. Funcionários da plataforma também foram convocados como testemunhas para a semana seguinte. O promotor francês, Laure Beccuau, destacou que a investigação se estende a questões mais sérias, incluindo a operação do “Grok” — um chatbot que gerou polêmica ao criar e disseminar deepfakes sexuais, além de conteúdos que negam o holocausto.
Os promotores afirmam que a investigação visa identificar se houve complicidade em crimes como posse e distribuição de imagens de pornografia infantil, além de violações dos direitos de imagem pessoais e negação de crimes contra a humanidade. As penalidades para tais ofensas podem chegar a 10 anos de prisão.
O Impacto Futuro da Investigação
A repercussão dessa investigação pode ser significativa não apenas para Musk, mas também para a forma como plataformas digitais operam na Europa. Em resposta às ações legais, Musk já se manifestou, alegando que as investigações são motivadas politicamente e que a plataforma possui o direito legal de não cooperar com as exigências das autoridades francesas. Ele defende a liberdade da empresa em operar sem a interferência de políticas que, segundo ele, minariam a liberdade de expressão.
Além disso, outras investigações estão em andamento, incluindo uma da Comissão de Informação do Reino Unido, focando no processamento de dados relacionado ao Grok. As implicações dessas investigações são vastas, podendo não apenas levar a sanções financeiras severas, mas também a regulamentações mais rigorosas sobre como conteúdos e dados são gerenciados por plataformas de mídia social.
Conclusão
À medida que a investigação avança, as consequências para X e Elon Musk se mostram cada vez mais complexas. Além das potenciais penalizações financeiras, o caso destaca uma crescente preocupação sobre a responsabilidade das plataformas digitais em relação ao conteúdo que hospedam e à segurança de seus usuários. O desenrolar desse caso poderá influenciar futuras legislações sobre o uso de algoritmos e a moderação de conteúdo, tanto na França quanto em toda a União Europeia.
Fonte: variety.com
Fonte: Didem Men