Especialistas destacam a importância da diversificação e da gestão de riscos.
O mercado de criptomoedas está em alta no Brasil, impulsionado pela diversificação de investimentos e pela regulação.
O mercado de criptomoedas continua a ganhar força no Brasil, impulsionado pelo crescente interesse dos investidores em diversificar suas aplicações financeiras e pelo avanço do arcabouço regulatório. Com ativos digitais como Bitcoin, Ethereum, e stablecoins se tornando cada vez mais populares, entender as características de cada um é crucial para minimizar riscos e tomar decisões informadas.
Cenário atual das criptomoedas no Brasil
O Bitcoin, a primeira criptomoeda, é frequentemente chamado de “ouro digital” devido à sua liquidez e descentralização. Com uma emissão limitada a 21 milhões de unidades, a sua escassez é um fator que atrai investidores, apesar das oscilações de preço e do alto consumo de energia envolvidos na sua mineração.
Por outro lado, o Ethereum, que se destaca como uma plataforma para contratos inteligentes, passou por uma migração para um modelo mais eficiente, o proof-of-stake, reduzindo significativamente seu consumo energético. Isso reforçou sua posição em áreas emergentes como finanças descentralizadas (DeFi) e tokens não fungíveis (NFTs).
As stablecoins, que são atreladas a moedas fiduciárias como o dólar, oferecem uma opção de maior previsibilidade em um mercado volátil, servindo como uma ponte entre o sistema financeiro tradicional e o digital. No entanto, a estabilidade dessas moedas depende da transparência e solidez das reservas que sustentam sua paridade.
As redes emergentes como Solana, Polygon e Avalanche se destacam por oferecer maior velocidade de processamento e taxas menores que o Ethereum, embora exijam cautela dos investidores devido a seu histórico de segurança ainda em desenvolvimento.
Desafios e oportunidades
Fernando de Carvalho, especialista na área, observa que o momento atual exige uma reavaliação estratégica. O ambiente de juros elevados e menor liquidez pode resultar em uma correção ampla nos mercados, especialmente nos criptoativos, que são altamente sensíveis ao fluxo de capital institucional. Carvalho prevê que o início de 2026 será marcado por consolidação de preços e baixa liquidez, demandando um acompanhamento atentivo de sinais do retorno do capital institucional.
Thiago Oliveira, CEO da Saygo, enfatiza que o amadurecimento regulatório é um motor essencial para essa mudança. Segundo ele, a regulação não é um obstáculo, mas sim uma base que permite ao setor de criptoativos crescer de maneira sustentável e confiável.
Como investir com segurança
Para quem está considerando entrar no mundo das criptomoedas, especialistas aconselham seguir uma estratégia de gestão de risco bem definida:
Diversificação do portfólio: Combinando ativos consolidados como Bitcoin e Ethereum com stablecoins, reservando uma parte menor para projetos emergentes.
Análise criteriosa: Avaliar características como descentralização, liquidez e auditorias de código.
- Plataformas confiáveis: Escolher corretoras que garantam segurança e transparência.
Além disso, a atenção às obrigações fiscais é imprescindível. O Brasil exige que criptoativos sejam declarados no Imposto de Renda, e novas discussões no Congresso estão em andamento para regulamentar stablecoins e corretoras digitais. Apesar de já ocupar a quinta posição global em adoção de criptoativos, o Brasil ainda enfrenta desafios regulatórios que precisam ser superados para garantir um ambiente seguro para investidores.
A crescente participação institucional no mercado, com a inclusão de produtos atrelados a criptoativos, está fortalecendo o ecossistema e aumentando sua legitimidade. O avanço regulatório recente estabelece regras claras para prestadores de serviços de ativos virtuais, atraindo empresas internacionais para o Brasil, o que é um sinal positivo para o futuro do setor.
Fonte: brazileconomy.com.br
