Investimentos de pensões públicas em criptomoedas: perguntas frequentes

Análise das implicações e melhores práticas para investimentos em ativos digitais.

Entenda como os fundos de pensão estão explorando investimentos em criptomoedas e os riscos envolvidos.

Os sistemas de pensão pública estão cada vez mais interessados em investir em ativos digitais, como Bitcoin, Ethereum e outras criptomoedas, à medida que estes se tornam mais integrados aos mercados financeiros tradicionais. Com muitos sistemas de pensão enfrentando déficits, qualquer investimento em criptomoedas deve ser fundamentado em dever fiduciário, prudência e controle de riscos, evitando a tentação de buscar retornos rápidos.

Contexto sobre os investimentos em criptomoedas

O estudo recentemente publicado pela Reason Foundation, intitulado “Investimento de Pensões Públicas e Fundos Fiduciários em Ativos Digitais: Considerações de Política para o Setor Público”, conclui que, embora os ativos digitais sejam uma classe promissora, exigem precauções rigorosas para proteger o interesse público na solvência das pensões. As recomendações incluem limites de exposição e uma necessidade de diligência aprimorada em relação à custódia e riscos regulatórios.

Criptomoedas são descritas como um conjunto diversificado de tecnologias baseadas em blockchain que permitem a propriedade digital transferível e segura. As categorias mais relevantes para pensões incluem Bitcoin, stablecoins e outras criptomoedas, cada uma com características e riscos específicos. O Bitcoin, frequentemente chamado de “ouro digital”, opera em um blockchain descentralizado, permitindo transações peer-to-peer sem intermediários. Stablecoins, por outro lado, são projetadas para manter um valor estável, normalmente atrelado ao dólar americano.

Detalhes sobre a abordagem de investimentos

As recomendações da Reason Foundation para tesoureiros e sistemas de pensões públicas que consideram a exposição a ativos digitais incluem:
Os investimentos em criptomoedas devem servir apenas para maximizar os retornos ajustados ao risco.
A exposição total a ativos digitais deve ser limitada a 2%–10% dos ativos sob gestão.

  • As pensionistas devem divulgar publicamente toda a exposição direta e indireta às criptomoedas.

Além disso, é essencial que os sistemas de pensão realizem stress tests específicos para criptomoedas e incluam regras de reequilíbrio para acomodar a volatilidade. A estrutura proposta visa proteger tanto os beneficiários das pensões quanto os contribuintes.

Consequências e impactos futuros

Investir em criptomoedas pode oferecer benefícios como proteção contra a inflação, mas também apresenta riscos significativos. A volatilidade extrema dos preços das criptomoedas e a possibilidade de perdas podem impactar negativamente a estabilidade financeira das pensões. É vital que qualquer exposição a ativos digitais seja governada por um quadro rigoroso e baseado em regras, garantindo que os riscos sejam compreendidos e geridos adequadamente.

A análise mostra que os fundos de pensão que já investem em ativos digitais fazem isso de forma cautelosa, geralmente através de exposições indiretas, como ações de empresas que operam com criptomoedas. A exposição direta ainda é limitada, mas está aumentando com a disponibilização de ETFs de criptomoedas regulamentados.

Conclusão

A abordagem prudente e disciplinada para investimentos em criptomoedas é crucial para proteger os interesses dos beneficiários de pensões e da sociedade em geral. Os sistemas de pensão pública que optam por investir em ativos digitais devem fazê-lo com limites claros, total transparência e uma estrutura de governança robusta.

Essa análise mostra que, embora as criptomoedas possam proporcionar oportunidades de investimento, elas também requerem rigor e cautela, especialmente dado o caráter volátil e incerto desse mercado emergente.

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