Intervenções emergenciais foram estendidas até fevereiro de 2026
Após o desabamento do forro em fevereiro, obras na Igreja de Ouro foram prorrogadas até fevereiro de 2026.
Oito meses após o desabamento do forro da Igreja de São Francisco de Assis, conhecida como “Igreja de Ouro”, no Centro Histórico de Salvador (BA), o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) prorrogou as obras emergenciais no local. Inicialmente previstas para serem concluídas neste mês de outubro, as intervenções agora têm previsão de término em fevereiro de 2026.
Consequências do acidente
O acidente, ocorrido em fevereiro deste ano, causou a morte da turista Giulia Panchoni Righetto, de 26 anos, de Ribeirão Preto (SP), e deixou cinco pessoas feridas. Giulia estava sentada em um dos bancos da igreja quando foi atingida pelos escombros. Os feridos sofreram apenas lesões leves e não correm risco de morte, segundo a PCBA (Polícia Civil da Bahia).
Motivos para a prorrogação
De acordo com o Iphan, a prorrogação se deve à necessidade de uma intervenção mais ampla no telhado, identificada somente durante o desenvolvimento das obras emergenciais. O termo aditivo para a extensão do contrato foi assinado em 6 de outubro, garantindo a continuidade dos trabalhos. Mais de R$ 1,3 milhão já foram aplicados na recuperação do templo, com serviços de escoramento, limpeza, avaliação estrutural e proteção dos elementos artísticos.
Novas etapas das obras
Para a nova etapa, estão previstos R$ 1,05 milhão, valor destinado à substituição de cerca de 90% das telhas cerâmicas, à recuperação do madeiramento leve da cobertura e à consolidação estrutural do forro. O Iphan informou que já foram realizadas a estabilização estrutural, fixação dos remanescentes do forro, catalogação, acondicionamento e armazenamento das peças soltas, reafirmando seu compromisso com a preservação do patrimônio cultural e a segurança de visitantes e frequentadores.
Importância histórica
O Convento e a Igreja de São Francisco foram fundados pelos frades menores em 1587, e a construção atual da igreja começou em 1708. O templo é revestido em ouro, possui pedra calcária nas partes aparentes e arenito nas áreas rebocadas, e está tombado pelo Iphan. A igreja e o convento fazem parte das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo e estão localizados no Centro Histórico de Salvador, Patrimônio Mundial reconhecido pela Unesco.