O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou a captura do navio Epaminodes, acusado de cooperar com as forças militares dos Estados Unidos. A apreensão ocorreu no Estreito de Ormuz e foi divulgada pela agência estatal Tasnim. A embarcação teria realizado diversas viagens a portos norte-americanos nos últimos seis meses, desconsiderando avisos emitidos pelas autoridades iranianas antes de ser interceptada.
A situação no Estreito de Ormuz, um importante ponto de passagem para o comércio global, foi destacada pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, que enfatizou a importância da reabertura imediata da região sem restrições. As declarações foram feitas após reuniões com líderes regionais, incluindo representantes do Líbano e da Síria.
Além disso, informações indicam que uma delegação iraniana chegou ao país, possivelmente sinalizando uma nova rodada de negociações entre Teerã e Washington. A Casa Branca confirmou que o Irã manifestou interesse em uma reunião presencial, com Steve Witkoff e Jared Kushner designados para representar os interesses dos Estados Unidos durante as conversações, que ocorrerão no Paquistão no sábado.
Paralelamente, o Exército dos Estados Unidos informou que está operando três porta-aviões no Oriente Médio, uma ação que não ocorria há mais de 20 anos. Essa presença militar ampliada acontece em meio ao conflito entre os EUA e o Irã, que já se aproxima do terceiro mês e atualmente se encontra em um estado de cessar-fogo.
No contexto de tensões regionais, o Exército de Israel relatou incidentes envolvendo membros do Hezbollah, que lançaram foguetes e um drone explosivo contra suas tropas no sul do Líbano. Enquanto isso, o embaixador do Irã em Moscou, Kazem Jalali, afirmou que Teerã mantém negociações com a Rússia para acelerar a construção da usina nuclear de Bushehr.
Por fim, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abordou a controvérsia sobre uma proposta feita por um enviado norte-americano à Fifa para substituir o Irã pela Itália na Copa do Mundo. Ao ser questionado sobre o tema, Trump minimizou a questão, solicitando ao Secretário de Estado, Marco Rubio, que comentasse o assunto.